O ministério canadiano das Relações Exteriores elevou o nível de avaliação de risco ao segundo nível, numa escala de quatro, para a presença na China, segundo o site da instituição.

"Exerçam grande prudência na China devido ao risco de aplicação arbitrária das leis locais", adverte o governo do Canadá.

Nesta segunda-feira, um tribunal chinês condenou à pena de morte o cidadão Robert Lloyd Schellenberg, acusado de tráfico de drogas, numa decisão anunciada em meio a uma crise diplomática entre Pequim e Ottawa.

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, reagiu ao anúncio dizendo ver com "extrema preocupação" a pena capital "arbitrariamente" anunciada pela Justiça chinesa.

Em novembro de 2018, Schellenberg, de 36 anos, foi condenado em primeira instância a uma pena de 15 anos de prisão e ao pagamento de uma multa de 150 mil iuanes (19 mil euros).

Schellenberg decidiu recorrer e, no final de dezembro, o tribunal da província de Liaoning considerou a sentença muito "indulgente" frente à gravidade dos factos, de decidiu-se pela execução. Diante do tribunal, na cidade de Dalian, o réu alegou sua inocência.

A sentença surge num momento de grande tensão nas relações entre os dois países, devido à recente detenção no Canadá - a pedido dos Estados Unidos - de Meng Wanzhou, diretora financeira do gigante chinês das telecomunicações Huawei.

Fonte: AFP

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