Bilhete-postal enviado por Marisa Ribeiro Soares

Estava previsto chegarmos a Bulgária ao meio da tarde, mas como o nosso voo em Portugal atrasou algumas horas chegamos por volta das 2h da manha de lá. Quando se compra as viagens em agência com transferes incluídos o normal é irmos em autocarros pois tem sempre mais do que um passageiro, mas como eu disse, anteriormente, eram poucos passageiros nessa altura e para o hotel que a minha família escolheu éramos os únicos, então estava um táxi para nos levar ao hotel.

O senhor do táxi tinha um aspecto realmente assustador, era muito grande e para melhorar só falava búlgaro, mas entramos no táxi, o problema é que, por erro da nossa agência, disseram que demorava 30 minutos para chegar ao hotel mas demorou 2h. O caminho era numa estrada com mato dos dois lados e aparecia um carro de vez em quando que dava sinal de luzes para o nosso táxi e, entretanto, o nosso taxista, comunicava com alguém com o telemóvel, mas como era em búlgaro não percebíamos. Começamos a ficar realmente assustados.

Então começaram os filmes na nossa cabeça e começamos a pensar como havíamos de fazer para nos safar disto, dentre todos os pensamento o melhor foi o meu pai que desmontou a câmara de filmar para cada um ter algo duro na mão para atirar se precisarmos e continuamos a viagem. Escusado será dizer que após as 2h de viagem, que pareceu uma eternidade, chegamos ao hotel bem.

Quando fomos fazer o check-in já era madrugada, e os funcionários que lá estavam só sabiam falar bem em Francês e Búlgaro, em Inglês pouco falavam, mas para juntar os meus pais não sabem nada de Inglês e eu só percebia pouco, mas no meio disto foi nos dito que tínhamos de deixar o passaporte e os bilhetes de avião na recepção pois só poderiam por nos sistemas de manhã os nossos dados e para levantarmos no outro dia. Nós deixamos, no outro dia fui levantar e o problema da fala continuou pois eles não entendiam o que queríamos, então passei à linguagem “gestual”, desde fazer um avião com as mãos a aterrar e levantar, a imitar um passaporte, com a minha cara, o senhor já estava-se a rir das minhas figuras e eu a passar-me, então liguei para a embaixada e lá resolveram tudo.

No fim da viagem descobri que os carros que passamos quando íamos no táxi eram da polícia e o taxista estava a comunicar com o hotel para saberem que estávamos em segurança.

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