Catarina Vieira, da Herdade do Rocim/Alentejo, Francisca van Zeller, da Quinta Vale D. Maria/Douro, Luísa Amorim, da Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo/Douro, Maria Manuel Poças Maia, da Poças Júnior/Douro, Mafalda Guedes, da Herdade do Peso/Alentejo, Rita Cardoso Pinto, da Quinta do Pinto/ Lisboa Rita Fino Magalhães, do Monte da Penha/Alentejo e Rita Nabeiro, da Adega Mayor/ Alentejo são as fundadoras.

Maria Manuel Maia disse à agência Lusa que "pode ser distintivo e bastante interessante para certos mercados" o facto de este grupo ser constituído só por mulheres.

"No nosso grupo há vinhos de diferentes regiões e um dos objetivos do grupo é mostrar a diversidade de Portugal" no mercado externo, prosseguiu, considerando que, "apesar dos vinhos portugueses serem hoje mais conhecidos, ainda há muito caminho a fazer".

Para esta engenheira agrónoma, "é uma mais-valia" haver três regiões representadas no grupo D'Uva, porque permite "mostrar aquilo que existe no país".

"Os projetos que estão aqui são todos familiares. Existe já uma tradição empresarial nas nossas famílias", acrescentou Maria Manuel Maia, lembrando que ela própria faz parte da "quarta geração" da família Poças, que entrou no negócio do vinho em 1918.

Mafalda Guedes, da Herdade do Peso, destacou que há um denominador comum às oito fundadoras deste grupo, que é "a paixão pelo vinho" que lhes foi transmitida por via familiar.

Recordou que o grupo não se conhecia, nasceu de uma reportagem do conhecido crítico Fernando Melo sobre a presença feminina no vinho e deu os primeiros passos através de contactos informais que permitiram identificar "pontos em comum" entre elas.

"Aprendemos muito umas com as outras e ao mesmo tempo queremos divulgar as nossas marcas, fazendo-o em conjunto. Temos produtoras do Douro e do Alentejo, mas dentro de cada região os vinhos são diferentes e é isso que queremos mostrar", acrescentou Mafalda Guedes.

O grupo D'Uva ambiciona também mostrar que Portugal "é muito rico", produzindo vinhos muito diferentes entre si.

Francisca Van Zeller, da Quinta Vale Dona Maria, especificou que o facto de este ser um grupo feminino "abre possibilidades de comunicação segmentada, nomeadamente junto de organizações congéneres, da área do vinho e de outras". As mulheres trazem "uma nova sensibilidade e experimentalismo ao setor", acrescenta Rita Nabeiro.

Ao longo deste ano, o grupo pretende desenvolver "um trabalho continuado de contactos com associações congéneres e outros públicos-alvo relevantes", visando divulgar o seu projeto e a "promoção de intercâmbios, inicialmente no mercado português, mas com o horizonte na internacionalização e no mercado externo".

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