
O processo para criar a casa do "Cachorro à Portuguesa" foi longo. Não bastou encontrar um espaço para vender salsichas num pão com ketchup, mostarda e maionese. O "Cachorro à Portuguesa" pretendia ir mais além, sair da categoria de fast food ao elevar o nível dos hot dogs, e apresentar um produto sofisticado e de qualidade.
“As nossas salsichas são feitas exclusivamente para nós por uma empresa portuguesa, nós não recorremos a produtos enlatados. As salsichas são mesmo frescas com receita do João Sá, chef que assinou a carta.”, explica Luís Guerreiro, um dos responsáveis do espaço.
“Nós já temos hamburguers excecionais - que passaram da fast food para o gourmet - e não tínhamos encontrado ainda salsichas muito boas”, acrescenta o responsável.
Por isso, e durante um ano, Luís Guerreiro em conjunto com o irmão gémeo Bruno Guerreiro e o chef João Sá testaram salsichas até chegarem à receita ideal.
Criaram salsichas "from skretch", onde procuraram integrar sabores tipicamente portugueses, como o bacalhau ou o bitoque, e inovaram. “Nós trazemos a salsicha de bacalhau, a salsicha de peixe e a de beterrada que não existe em Portugal. Aliás, as salsichas vegetarianas que existem em Portugal, por incrível que pareça, são todas importadas. Não temos produção em Portugal e nós vamos ser pioneiros nesse aspeto. O pão também foi feito com uma receita exclusiva só para nós.”, revela Guerreiro.
Luís Guerreiro, Bruno Guerreiro e João Sá são três amantes de cachorros quentes e já experimentaram hot dogs de vários lugares diferentes.
Apesar de uma casa recente, o Cachorro à Portuguesa não é o primeiro restaurante em Portugal a explorar o conceito dos hots dogs. Porém, a sua singularidade passa, segundo as palavras de Guerreiro, pelo frescura e pelo conceito de criar o produto de raiz, “from skretch". "Encontrámos casas que têm o seu valor mas que trabalham com salsichas enlatadas e que não têm a nossa raiz, a nossa produção. Desde a pitada de sal até ao molho que vamos por pôr cima foi tudo pensado criteriosamente para este conceito.”
O resultado é um menu de sabores requintados, artesanais, distintos e com personalidade, desde as entradas aos doces, dos cocktails às cervejas artesanais.
“À nossa maneira” é a bandeira deste conceito, uma vez que se assume o propósito de criar produtos exclusivos, feitos a partir de ingredientes frescos, de elevada qualidade, e de apresentar uma experiência gastronómica inovadora, com raízes no que é nacional.
E não foram só as receitas a serem pensadas de forma minuciosa. A decoração tem também um propósito e complementa na perfeição os sabores servidos à mesa.
É uma decoração muito própria, pensada ao pormenor para trazer ao presente o que é genuinamente português, tal como os azulejos, os filmes, a música e o mobiliário. Desta forma, conseguiram criar um espaço fancy, rústico e, ao mesmo tempo, descontraído e animado.
"As cadeiras foram feitas e desenhadas por um serralheiro português - não foram importadas - não são cadeiras que vieram de Itália.", partilha com orgulho Guerreiro. "São feitas por nós, por uma empresa portuguesa. Estes mármores também são portugueses."
Segundo o responsável, 95% dos materiais utilizados na obra são portugueses. A intenção foi criar um espaço "descomplicado" e genuíno.
O conceito foi desenvolvido pela empresa imagemdemarca, que gere outros espaços de restauração. Os responsáveis perspetivam mais aberturas na Área Metropolitana de Lisboa.
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