É o segundo Vincci em Lisboa, o outro que também é um charme, fica na Baixa, bem pertinho da Praça do Comércio. O Vincci Liberdade tem 84 quartos, dois terraços e dois pátios. Há também um lounge perfeito para um drink after work, tão bom para relaxar não é?!

Em conversa com a mêtre do hotel, Cheila Queirós, ela contou que o Vincci Liberdade já conquistou boas pontuações, “9.4 no Booking e está em 17º lugar no TripAdvisor, porque seguimos uma política muito disciplinada para agradar os nossos clientes. Zelamos pela qualidade de cada quarto e estamos atentos a todos os detalhes”, me confidenciou.

Fechei os olhos para a dieta e aceitei provar alguns pratos do menu. Quando as entradas chegaram, a primeira coisa que veio à minha cabeça foi: “tenho que fazer isto em casa!”. Uma trilogia de manteigas que encanta à primeira vista. Uma picante, outra com ervas e a terceira de baunilha, pela qual me apaixonei! O sabor é bem leve e tardio em desaparecer.

Entradas - Agua
créditos: Paula Bollinger

Um carpaccio de salmão a seguir. Acostumada a sempre comer o carpaccio feito com lâminas de carne ou peixe, achei que poderia ser abusivo ao paladar um corte com uma espessura fora do comum para este prato. Me enganei, o corte é proposital para combinar com creme de queijo e gengibre que o acompanha, simplesmente delicioso. Uma junção perfeita.

A terrine de Foie Gras com Chutney de Manga e pimenta de Sichuam é umas das especialidades do chef Bectir Kabthi que me contou que a sua receita secreta leva “vinho do Porto e demora dois dias para ser feito”. Quando temos noção do que é cozinhar à seria e com talento, começamos a valorizar esses processos mais longos e, parece que a cada “trincada” o prato fica mais saboroso. Sem dúvida esta foi uma supresa que sugiro aos amantes de foie gras. Eu no topo da lista, claro! Hahaha

Voltei ao Alentejo, região onde espero viver a minha reforma, quando provei o Secretos de Porco Ibérico, com gambas de Madagasquér, shitake e chips de arroz. Ok, e você se pergunta: mas onde ela vê o Alentejo neste prato? No tempero, no sabor que fica no final de cada filet de porco… lembra na mesma hora a comida alentejana, com aquele q.b. de salsa e coentros que a distingue.

Prato Agua
créditos: Paula Bollinger

O foodstyling é magnífico, repleto de criatividade. Excelente bom gosto!

Tomara tivesse conseguido sentir um pouquinho do gosto da vodka, na Cavala “rosé”com girolles, pimentos, creme de queijo fresco com vodka e redução de soja. A Cavala é o tipo de prato que tem que saber fazer… e fazer bem, senão é melhor tirar do menu. Este estava realmente uma delícia.

A melhor hora ou, a hora onde tenho o palato mais apurado e sou uma chata elevado ao cubo, é a hora da sobremesa! Imaginem um suspiro de morango no ponto simplesmente perfeito, nem duro nem mole, apenas perfeito. Cremoso em picos moles, e consistente por fora, numa mini tarte de morango com biscoito de pistache, gelado de morango e creme de pasteleiro. É uma daquelas sobremesas que nunca deve enjoar.

Sobremesa Agua
créditos: Paula Bollinger

Vale a pena ainda provar o Mont Blanc, uma espécie de triflée de suspiro, gelado artesanal de baunilha, creme de castanhas e framboesa. Doçuras que entram na minha lista dos locais para ir e depois voltar.


Agua Restaurant

Vincci Liberdade

R. Rosa Araújo 16, 1250-096 Lisboa


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