Esta introdução faz a ponte perfeita para justificar o meu título. Quando digo que viajar é o melhor presente para uma mulher não precisa de ser propriamente para assinalar aniversários de datas importantes, porque o melhor que lhe podemos oferecer a uma mulher são três coisas e não nos sai da conta: Amor, Dedicação e Respeito.

Como isto é um artigo de viagens, não vamos desviar o assunto que nos traz aqui, mas agora que olho para o segundo parágrafo vejo que assenta muito bem para começar o quarto parágrafo, porque irei começar pelo fator surpresa.

Já ofereci muitas viagens à minha mulher, seja em aniversário, natal ou só porque sim. Mesmo desconfiando do que se esconderia por detrás daquele pequeno papel que a transportaria para outro lugar, no final, acabo sempre por surpreendê-la.

Encaremos os fatos, as mulheres precisam de ser mais surpreendidas do que os homens e sentirem-se mais especiais do que nós. E nós gostamos de as surpreender, pelo menos deveríamos fazê-lo sempre que surja a oportunidade.

As mulheres gostam de receber relógios, jóias e roupas, não ando aqui a enganar ninguém, mas se nunca ofereceram uma viagem à vossa mulher, façam-no pelo menos uma vez na vida. Não por mim, mas por vocês e pelas vossas mulheres.

Vejo nas redes sociais dezenas de mulheres a partilharem as suas viagens com os seus parceiros e a verdade é mesmo esta: Elas estão felizes. Até pode ser para fazer inveja, mas tenho a certeza que o estão. Elas, mais do que nós, adoram conhecer novos lugares.

Agora atenção, a cidade não faz tudo por nós. Podemos estar num lugar muito bonito, romântico, mas se não estivermos na mesma frequência das mulheres, a cidade deixa de ser tão maravilhosa. Precisamos de as fazer (ou voltar) sentir apaixonadas no novo sítio que escolhemos para a surpreender. Esse é o segredo. Descontração é a palavra de ordem para estes momentos.

Viajar com a nossa mulher é mais do que passear e conhecer novos sítios, é ter a oportunidade de sermos aquilo que não conseguimos fazer todos os dias. Claro que devemos viajar diariamente com a nossa mulher dentro de casa, mas não sou de falsos moralistas, isto porque os empregos, as rotinas, o cansaço não nos deixam ser tão livres como gostaríamos.

Através dos nossos roteiros já fizemos dezenas de recomendações a amigos e desconhecidos, mas há algo que nunca iremos conseguir transmitir para vocês. Aqueles momentos em que estou sentado ao lado dela num bar ou restaurante, descontraído, despreocupado com as horas e com o trabalho, ali sinto-me verdadeiramente de férias. Ou quando vou de carro, de vidros abertos, em terras desconhecidas, para um novo lugar. Ou quando acordo com um despertador apenas para me alertar para o pequeno almoço que me vão servir, só porque sim, sem ser obrigado. Ou quando fico horas deitado na cama a resumir o nosso dia, com sono, mas sabendo que não me esperam obrigações no dia seguinte. Isso sim, se me perguntarem por aí, saberão que esta é a melhor definição de viajar/férias.

Amar é viajar e viajar com amor é ainda melhor. Isto será o maior cliché que alguma vez irão ler num artigo do Volto JÁ, mas também a coisa mais verdadeira que irão ler de mim.

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