Estudos já comprovaram que aqueles que viajam com frequência são, em média, mais felizes do que aqueles que não viajam. Nenhuma surpresa aí, certo? É óbvio que destinos de sonho e intervalos regulares numa agenda agitada e na rotina diária podem ser a chave para a felicidade e não é preciso nenhum cientista para nos dizer isso. Mas o que acontece quando aplicamos essa lógica a um relacionamento? As pessoas que viajam juntas têm mais chances de alcançar a felicidade conjugal?

Viaje com o seu companheiro e garanto que vai conhecer muito mais do que um novo destino. Eis as formas como uma viagem pode ajudar a testar e até a melhorar o seu relacionamento:

1. COMPROMISSO

Desentendimentos acontecem e muitas vezes para se resolverem tem de haver cedências de parte a parte. Encontrar um meio termo que agrade a ambos é essencial para manter um relacionamento saudável. Ninguém gosta de viajar (ou viver) com um ditador que se limita a comunicar planos com base unicamente nos seus próprios desejos.

Ceder um pouco de poder, uma vez por outra, e concordar em fazer algo que pode parecer não ser o ideal para nós, pode acabar por ser bom desde, é claro, que o nosso companheiro de viagem também esteja disposto a fazer o mesmo por nós. No final, até pode correr bem e acabarem os dois por gostar de tudo (a mim já me aconteceu diversas vezes).

2. PERCEBER COMO CADA UM LIDA COM O DINHEIRO

Durante uma viagem, a forma como cada um lida com o dinheiro fica mais clara. O seu parceiro respeita o orçamento? Faz compras impulsivas ou, ao contrário, não quer gastar nem um cêntimo numa experiência que pode ser única? Perceber estas coisas é provavelmente importante se está a pensar seriamente em passar o resto da sua vida com determinada pessoa.

Falar de dinheiro pode ser desconfortável e ter de o fazer vai definitivamente testar o seu vínculo com o seu parceiro. Não tenha medo de falar se preferir gastar ou economizar um pouco mais. É importante estar em sintonia em termos de gastos quando viajamos (e vivemos) a dois.

3. VICIADO EM AVENTURA OU ROMÂNTICO INCURÁVEL?

O estilo de férias que cada um prefere pode revelar um pouco sobre a pessoa e se ela é ou não compatível consigo.

Você é um aventureiro ou um romântico incurável? Prefere conhecer a ilha das Flores ou Veneza? É uma pessoa que gosta da cidade ou sonha em estar sempre perto da natureza? O equilíbrio é sempre o ideal e se puderem conciliar preferências tanto melhor, mas o que acontece se você quiser acampar e seu parceiro se sentir desconfortável fora de um quarto de hotel ou vice-versa?

Viajar a dois
créditos: Pixabay

É fácil no início de um relacionamento tentar acomodar um novo parceiro, mas passar 24 horas juntos certamente revelará algumas diferenças fundamentais. Cabe a cada um, depois disso, decidir se essas diferenças são ultrapassáveis ou não.

4. COMUNICAÇÃO CONSTANTE

Quando passamos tempo com alguém num lugar desconhecido e temos de tomar decisões sobre pequenas coisas - desde em que lugar nos vamos sentar no avião, até onde vamos comer, ficar e passear. A comunicação tem de ser constante.

Não partilhar os seus desejos e necessidades ou ignorar as de outra pessoa é uma maneira infalível de estragar a viagem.

Quer descansar em vez de fazer outro passeio a pé? Então não se cale, diga o que sente. Se não o fizer, vai provavelmente arrepender-se quando a fadiga o deixar irritado, sem paciência e acabar por provocar uma discussão.

Sente-se desconfortável na hospedagem que escolheram? Fale - o seu companheiro de viagem até pode estar a pensar a mesma coisa. Ouvir e ser ouvido é uma necessidade fundamental em qualquer relacionamento.

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5. DEFINIR LIMITES

Viajar com alguém também é uma boa maneira de estabelecer limites. Algo tão simples como visitar um museu pode sinalizar o que funciona melhor para vocês os dois: gostam de ver a exposição juntos e partilhar opiniões sobre as obras de arte ou preferem manter alguma distância e ir cada um para seu lado?

A resposta a esta pergunta pode mostrar o quanto são dependentes ou independentes. Algumas pessoas só precisam do seu espaço de vez em quando, outras preferem compartilhar todas as suas experiências.

6. NA ALEGRIA E NA TRISTEZA

O melhor de viajar com alguém próximo é a oportunidade de compartilhar bons momentos, mas existem uma série de coisas que podem correr mal durante uma viagem - um voo perdido, objetos de valor roubados, doenças - e é muito importante sentir que temos alguém que nos apoia quando estamos mais vulneráveis. Esses momentos mostram até que ponto pode contar com o seu parceiro numa dificuldade.

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Artigo originalmente publicado no blogue The Travellight World

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