Um coisa é certa: todos os países têm os seus estereótipos, contudo, alguns países acumulam muitos estereótipos negativos. É o caso dos Estados Unidos tal como Mark Abadi, repórter do Business Insider, nos mostra. Após viajar por 25 países, desde a América do Sul ao Sudeste Asiático, o repórter fez uma lista com os piores estereótipos que ouviu sobre os americanos enquanto esteve em viagem. Fique a conhecer.

Todos os americanos são ricos

Um dos estereótipos mais populares que Mark Abadi ouviu enquanto viajava foi a crença de que todos os americanos são ricos. E não apenas ricos no sentido de não terem de pechinchar, andar à caça de descontos, mas ricos no sentido de terem vários carros e casas nos Estados Unidos.

Este estereótipo é alimentado pela influência económica global dos Estados Unidos. Apesar da reputação do país, muitos americanos têm consciência de que a riqueza do país não é bem distribuída e, por isso, milhões de americanos lutam para sobreviver.

Os americanos são muito patrióticos

Americano que é americano ama o seu país. Quem não acredita nisto ou nunca ouviu alguém dizer isto? Quem visita os Estados Unidos pela primeira vez, fica surpreendido com a quantidade de bandeiras penduradas quer em escolas, escritórios e lares. É também comum ouvir americanos dizer que o seu país é o maior do mundo.

O que as pessoas fora dos EUA pensam dos americanos
créditos: Pixabay

Os americanos desconhecem o resto do mundo

De mãos dadas com o suposto complexo de superioridade dos americanos, existe a crença de que os americanos não sabem nada sobre o resto do mundo, segundo os estereótipos que Abadi escutou durante as suas viagens.

Abadi admite que, infelizmente, muitos americanos que viajam sabem pouco sobre a cultura e os costumes do país que estão a visitar e, pior, muitas vezes, parece que não têm interesse suficiente em aprender.

Para o repórter, os americanos podem combater este estereótipo ao tomarem contacto com as pessoas dos lugares que visitam e ao tentarem ver as coisas a partir do ponto vista local.

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Os americanos só sabem falar inglês

É um facto que os Estados Unidos são notoriamente monolíngues, talvez mais do que qualquer outro país do mundo.

No entanto, há cada vez mais americanos, especialmente os mais jovens, a conseguir comunicar noutro idioma. Mark Abadi coloca ainda a possibilidade de existirem falhas nos dados do US Census Bureau. Para tal acontecer, basta que não se estejam a fazer as perguntas certas sobre a proficiência no idioma.

Não se pode esperar que os viajantes falem de forma fluente a língua local dos países para onde viajam, contudo, aprender algumas frases-chave pode ajudar a construir relações com pessoas com que se cruza e também a ganhar a sua confiança.

Os americanos acham que são especiais

Muitas vezes, os americanos que viajam para outros países esperam que os habitantes locais atendam às suas preferências culturais e visões do mundo. Os mesmos americanos podem exigir, de forma rude, que os habitantes locais falem inglês.

No entanto, quando estamos em viagem não nos devemos esquecer que somos visitantes e que devemos respeitar os costumes e tradições do país que nos recebe. Muitos americanos parecem esquecer isto e acabam por transmitir arrogância.

Os americanos só pensam em trabalho

Este estereótipo tem um fundo de verdade, pois os americanos trabalham por média 47 horas por semana. Este valor corresponde a uma das médias mais altas do mundo.

Pela Europa, a média, em muitos países, é inferior a 40 horas por semana. Na Alemanha e na Suécia, por exemplo, a média aproxima-se das 35 horas. Para além do alto número de horas de trabalho, os Estados Unidos são o único país desenvolvido no mundo a não garantir quaisquer férias pagas aos seus trabalhadores.

Tendo em conta esta realidade, é normal que os americanos tenham desenvolvido a reputação de serem escravos do trabalho.

E não percebem de futebol...

Na maioria dos países, o futebol é o desporto mais popular, mas parece que os EUA têm vindo a resistir ao seu charme.

Apesar da crescente popularidade do futebol no país, a falta de interesse geral pela modalidade nos Estados Unidos chocou muitos dos não-americanos com quem Mark se cruzou durante a viagem.

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