Animada, espreitei pela janela e vi pela primeira vez aquela ilha que parecia saída do filme Jurassic Park. Neblina, vulcões extintos e floresta exuberante. Não é à toa que o Príncipe foi eleito Reserva Mundial da Biosfera.

Saímos do avião e, antes de entrarmos no minúsculo aeroporto, tiraram-nos a temperatura para ter a certeza de que não trazíamos a Malária para a ilha. O Príncipe tem feito um esforço grande (e tanto quanto sei, bem sucedido) para erradicar do território o mosquito que transmite a doença.

À nossa espera já estava o jipe que nos conduziu por uma estrada de terra através da floresta até um pequeno paraíso: o Bom Bom Island Resort.

O resort é composto por vários bungalows, espalhados ao longo de jardins cheios de palmeiras e de duas longas e belas praias desertas que se curvam uma para cada lado da península rochosa a partir da qual uma ponte de madeira leva a um ilhéu onde o resort tem o seu bar e restaurante.

Os bungalows são confortáveis, luminosos e decorados de forma simples mas com muito gosto. O resort tem Wi-Fi gratuito mas não funciona muito bem nos quartos.

O restaurante, talvez porque viajamos na época baixa, não tinha uma carta muito extensa. O menu de almoço e de jantar oferecia apenas duas opções, por isso a escolha não era muita, mas os pratos eram bem apresentados e eram confeccionados com peixe fresco, frutas e vegetais locais por isso o sabor era óptimo.

Durante a noite a iluminação é muito fraca porque as luzes eléctricas são desligadas, o jantar é servido à luz de velas para não incomodar as espécies animais locais, por isso se estiver a chover ou o céu estiver nublado, e não houver lua ou estrelas no céu, atravessar a ponte de madeira é um pouco assustador pois só ouves o mar a bater ali em baixo e não consegues ver bem onde pões os pés. É verdade que no check-in a recepção entrega junto com as chaves do bungalow, uma pequena lanterna, mas a luz é muito fraquinha. O resort oferece room service para quem não quiser dirigir-se ao restaurante de noite.

Achei o buffet de pequeno-almoço bastante completo e saboroso.

As duas praias são maravilhosas. Enormes, completamente desertas. O resort tem tão poucos quartos que, tirando no restaurante, quase não te cruzas com ninguém. A água é quentinha e uma das praias tem ondulação suave e areia vulcânica tão fina, tão fina que parece aquela areia que usam nos tratamentos de SPA. A outra praia tem areia mais dourada e a ondulação é um pouco mais forte mas o mar tem um bonito tom esverdeado.

Na ilha do Príncipe: Bom Bom Island Resort
créditos: The Travellight World

O resort também tem uma bela piscina, mas com um mar daqueles pela frente não tem muitos adeptos.

Explorar a ilha do Príncipe

Para aqueles que querem mais do que ficar a relaxar na praia ou na piscina, este resort é a base perfeita para explorar a ilha do Príncipe. Há muitas actividades disponíveis, das quais destaco:

- As caminhadas pela florestas para observação de aves, anfíbios, repteis, plantas e outras espécies endémicas de São Tomé e Príncipe;

- A pesca, o mergulho e o snorkel;

- As visitas a Santo António, capital do Príncipe, e a antigas roças.

De Dezembro a Março, pode também testemunhar-se a nidificação de tartarugas verdes na Praia Grande e, de Julho a Setembro, pode observar-se as baleias que atravessam as águas do ilhéu Bom Bom para chegar às suas áreas de acasalamento.

Este resort não é uma opção muito barata de alojamento mas é um lugar que vale a pena conhecer e é, com certeza, um destino único.

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Artigo originalmente publicado no blogue The Travellight World

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