O ar puro que ali se respira, em conjugação com águas cristalinas e paisagens de tirar o fôlego, convida a acalmar, relaxar e desfrutar de algumas das melhores paisagens que o nosso país tem para oferecer.

A vila de Manteigas está cheia de recantos bonitos e a oferta hoteleira não dececiona. Os visitantes podem escolher entre ficar hospedados num hotel como a Casa das Penhas Douradas Design Hotel & SPA, que oferece, entre outras comodidades, uma piscina interior aquecida e serviços de Spa ou ficar hospedados num local mais tradicional, de alojamento local, como a Casa Mariolas, um verdadeiro refúgio no meio da Serra que permite recordar a tradição de bem receber e a gentileza das gentes locais.

Manteigas
créditos: DR

Na gastronomia regional, o queijo da Serra, como não poderia deixar de ser, domina as mesas e a ele juntam-se iguarias como feijocas guisadas com entrecosto e enchidos, cabrito, sopa da Beira, trutas ou o tradicional requeijão com doce de abóbora.

“O coração da Serra da Estrela”, como também é conhecida Manteigas, tem um rico património cultural. A sua história é antiga. Sabe-se que houve um assentamento ali desde os tempos mouriscos - provavelmente por causa das fontes termais próximas - e que o primeiro foral foi-lhe concedido por D. Sancho I no ano de 1188.

Manteigas
créditos: DR

Um passeio pela vila de Manteigas permite descobrir parte desse passado. Lugares como a Igreja Matriz de Santa Maria - a mais antiga da vila - e a igreja de São Pedro deslumbram com os seus altares e imagens dos finais do século XIV, princípios do século XV.

No seu conjunto, o património edificado da vila é muito interessante e as suas muitas capelas, como a do Senhor do Calvário, a de São Lourenço, a de São Gabriel e a de Santa Luzia, entre tantas outras, contam uma história que importa conhecer. Digno de registo é também o imponente Solar da Casa das Obras, cuja construção durou desde 1770 ao primeiro quartel do século XIX. O Solar passou, há alguns anos, por obras profundas de restauro e é atualmente uma unidade de Turismo de Habitação que proporciona aos hóspedes uma atmosfera acolhedora com um toque de “regresso ao passado".

Manteigas
créditos: DR

Mas a maior riqueza da região é indiscutivelmente o seu incrível património natural. Quem percorre as estreitas estradas de montanha é brindado a todo instante com paisagens deslumbrantes e inesquecíveis.

As atrações são mais que muitas mas entre aquelas que não deve perder destacam-se:

O Poço do Inferno - cascata que pela sua rara beleza e águas cristalinas, se transformou num ex-libris da Serra da Estrela;

Poço do Inferno
Poço do Inferno créditos: DR

O Vale Glaciar do Zêzere - que corresponde ao maior vale de origem glaciar da Serra e um dos maiores da Europa, atingindo cerca de 13 km de extensão;

A Torre - é o segundo ponto mais alto de Portugal. Conta-se que a Torre com cerca de 7 metros que dá o nome ao local foi mandada construir por D. João VI, com o objetivo de fazer com que a Serra da Estrela alcançasse os 2.000 metros de altitude;

Vale glaciar do Zêzere
Vale glaciar do Zêzere créditos: DR

O Covão da Ametade - um dos locais mais simbólicos e mais belos da Serra da Estrela, onde o rio Zêzere corre pelo meio das árvores e cria um cenário de autêntico cartão postal. É o local escolhido por muitos desportistas de inverno e de montanha para iniciar as suas caminhadas e escaladas ao longo dos covões e formações rochosas que terminam junto ao Cântaro Magro.

O Covão da Ametade também é local de retiro e de descanso para famílias e amigos que procuram um lugar para relaxar. A zona de lazer tem as estruturas de apoio essenciais: um parque de campismo aberto todo o ano, servido por receção, bar e balneários, parque de merendas e assadores;

O Covão dos Conchos - uma atração recente na região, tornou-se famoso quando uma série de filmes gravados com um drone mostraram as águas da lagoa a precipitarem-se num gigantesco funil e a desaparecerem misteriosamente.

Covão dos Conchos
Covão dos Conchos créditos: Daniel Alvez/DR

Foi depois explicado que o funil não é mais do que um túnel construído na década de 50 que leva as águas recolhidas da Ribeira das Naves e as encaminha para a Lagoa Comprida, bem mais abaixo. Para lá chegar basta fazer uma caminhada de 8 quilómetros (4 para cada lado), desde a Lagoa Comprida;

Os imponentes Cântaros - afloramentos rochosos resultantes do movimento de glaciares - e a Fonte Quente e a Fonte Santa de onde brotam as águas (respetivamente a 42°C e 19°C) das Termas de Manteigas merecem também uma paragem.

Quem visita Manteigas no Outono não deve deixar de fazer a Rota das Faias. Esta é uma experiência visual e sensitiva onde os odores a rosmaninho, hortelã-brava, alfazema e tomilho se fundem com os amarelos e castanhos da estação para criar um ambiente de sonho no Bosque das Faias.

E como se faltassem razões para visitar Manteigas, a vila arranjou mais uma: o Festival de Outono.

Este evento, que em 2018, decorre de 2 a 4 de Novembro promove a divulgação e exposição de saberes e sabores da região e apresenta um programa de animação que inclui, entre outras coisas, um desfile de moda, concertos, degustação de licores e doces caseiros, showcooking e caminhadas.

É o evento perfeito para quem deseja conhecer melhor a Serra, as suas gentes e costumes. Aproveite o fim de semana prolongado para uma escapadinha e viaje até Manteigas.

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