A viagem até ao Dubai foi tranquila. Um voo de 3h30 aproximadamente até Frankfurt de onde, após 2h30 de escala, apanhei o voo final da Lufthansa para o Dubai. Cheguei por volta das 00h45. Estive cerca de 20 minutos na fila de controlo de passaportes e depois mais uns 40 minutos à espera da mala. Já com tudo tratado dirigi-me à saída para apanhar um táxi até a casa da minha prima que aqui vive, onde passaria a noite. Ao atravessar as portas do aeroporto, levo uma bofetada de ar quente que se fazia sentir àquela hora da noite.

Pelo caminho, já no táxi, passo pela floresta de arranha-céus que preenchem a linha do horizonte. Cada um maior que o outro e com mais ainda em construção. Não é a primeira vez que cá venho. Na verdade é já a 3ª vez que venho ao Dubai. Mas confesso que não consigo de me deixar de sentir surpreendida, tal qual uma menina da província, quando estou “cara-a-cara” com esta opulência e ostentação de grandiosidade.

Acordo mais cedo do que deveria e, por momentos, ao abrir os olhos, não sei bem onde estou. A luz que entra quente pela janela, a cama que não me é familiar… Por breves segundos sinto-me um pouco perdida! Lá consigo cair no sono outra vez, passado um pouco.

Acordei tarde, o que fez com que só tivéssemos tempo para um almoço antes de ter de ir para o aeroporto. Fomos ao Shakespeare & Co, um restaurante/café onde é impossível não sentirmos que entrámos num romance da Jane Austen. Tudo é delicado, clássico e feminino. Pedimos uma salada Niçoise e uns ovos Benedict, e o meu dedo mindinho instintivamente fica espetado no ar, de tão chique que me sinto. Pomos a conversa em dia, vamos buscar o pequenito ao colégio e passo mais 1 a 2 horas desta vez a pôr as brincadeiras em dia com ele.

Shakespeare & Co
Shakespeare & Co créditos: Joland

Às 16h30 está na hora de nos pormos a andar para o aeroporto. Quase 2 horas depois teria de apanhar um voo low cost da Fly Dubai no Terminal 2, rumo a Colombo, no Sri Lanka. Mas o trânsito que já se fazia sentir àquela hora tornou a tarefa um pouco mais complicada. Imaginem a ansiedade que não ia aqui dentro ao ver os minutos a passar enquanto estava parada no meio do trânsito…

Chego finalmente ao aeroporto e o check-in está praticamente fechado. Peço ajuda a um funcionário que, no meio de “you’re late”, “why were you late?”, lá me consegue fazer o check-in a tempo. Passo ainda pelo controlo de passaporte (onde tudo me parece andar em câmara lenta), pelo controlo de segurança, e ainda chego a tempo de apanhar a fila para o embarque. Carambas… já consigo respirar de novo.

Neste momento estou dentro do avião, sentada no lugar central de uma fila de 3 lugares, entre 2 homens cingaleses ou indianos (confesso que não consigo distinguir ainda) com metade do meu tamanho. Noto pelo canto do olho que olham para mim com curiosidade. Vejo-os a olharem para o bloco de notas onde estou a escrever esta crónica, mas sei que não conseguem perceber nada do que para aqui vai. De vez em quando olho para cima e noto alguns olhares de outros passageiros na minha direcção. Talvez por ser mulher e estar a viajar sozinha. Mas não me sinto insegura. Percebo que é apenas curiosidade. Continuo focada na escrita.

Bem, acho que finalmente, com um atraso de 30 minutos em relação ao previsto, vamos levantar voo. A próxima crónica já será escrita do Sri Lanka.

Até já!

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