Um dos sítios obrigatórios a visitar é Mandalay Hill, um templo no topo da cidade com uma vista incrível de 360º onde se vê templos até perder vista. São muitas escadas até chegar ao topo e demorei cerca de 30 minutos a lá chegar mas a vista que se vai alcançando com a altitude vale a pena. O topo foi o sítio da cidade onde encontrei mais turistas.

Este sítio está repleto de vida, muitos birmaneses, monges e estudantes jovens. Fui abordada por uma estudante super querida que me pediu ajuda com os seus trabalhos de inglês. Sentei-me no chão do templo com ela a ler a sua composição a ajustar alguns detalhes. Ela tinha mais colegas com ela e cada um tinha de arranjar um turista para o ajudar. Achei muito gira a situação pois não estava à espera e adorei ajudar.

Visitar o Kuthodaw Pagoda e Sanda Muni é mágico. São locais tão sossegados e tranquilizantes que fiquei lá sentada só a apreciar o que me rodeava durante largos minutos. Ambos são constituídos por dezenas e dezenas de Pagodas brancos mais pequenos que fazem barulhos tais quais espanta espíritos, pois todos têm um “guarda-chuva” no topo que faz este som. É o silêncio, tu, os sininhos e os pássaros típicos da região que espalham sons muito peculiares. Na verdade existe um som de um pássaro que nunca vi que marcou a minha viagem pois ouvi-o em muitos dos locais em que estive. Disseram-me que nunca se consegue vê-lo, mas é sem dúvida um dos sons que guardo comigo desta viagem.

O Palácio Real de Mandalay é um complexo de templos bem grande que toma muito tempo a ser visitado mas vale a pena. O bilhete para o palácio dá acesso a um mosteiro e mais um outro templo. Esse mosteiro é lindíssimo, todo de madeira, muito antigo, que conseguiu perdurar estes anos todos. É muito detalhado e encantador de descobrir cada desenho talhado na madeira.

Visitei um outro mosteiro que não tinha absolutamente ninguém: Shwe In Bin Monastery. Sentei-me portanto para apreciar a calma do lugar, mas afinal não estava tão sozinha. Umas crianças monges num dos complexos adjacentes ficaram curiosas ao ver-me lá sentada. Como não sabiam falar inglês, estiveram meia hora a perguntar-me o nome repetidas vezes e a rirem-se como se fosse o nome mais engraçado à face da terra.

Um outro sítio bem turístico é a Large Bronze figure. Uma figura de Buda muito importante na sua religião com muitos fiéis a adorá-la. Perto deste templo existe uma variedade de outros templos que me permitiu passar uma tarde inteira só naquela área.

Ainda em Mandalay decidi pedalar até ao rio, apesar de não ser assim tão perto. As margens daquele rio estavam cheias de vida e pessoas simpáticas. Sentei-me para observá-los. Crianças a brincar, mulheres a lavar e estender roupa, a lavarem os filhos e até elas mesmas, uma senhora que chega e lava o seu cão também. Muitos sorrisos e gritos se ouviam pela margem do rio Irrawaddy. Adorei lá estar com a simplicidade dos birmaneses e ainda auxiliei uma criança que estava a ajudar a mãe com a roupa.

Um outro sítio que visitei foi o Golden Leaf Workshop onde se consegue ver como fazem a folha de ouro. Todo um processo manual que dura horas e horas pois eles martelam um pequeno pedaço de ouro durante 6 horas no total para que ele fique da grossura de uma folha e se reparta em várias folhas de ouro. Os birmaneses usam nas imenso pois todos esses templos dourados têm partes com folha de ouro, ou simplesmente espaços para oferenda desta mesma.

Por Paula Carvalho, autora do blogue While You Stay Home

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