Reykjavík é uma cidade pequena. O seu centro, onde estão localizados a maioria dos hotéis e das atracções, é tranquilo e fácil de percorrer a pé. Pode parecer um lugar meio desolado e vazio numa manhã fria de Inverno mas eu descobri que há muito mais para ver e experimentar do que pode parecer à primeira vista.

Reykjavík é o lar de um número surpreendente de museus, cada um revelando uma pequena parte da fascinante história da Islândia. Gostei especialmente de visitar o Museu Marítimo Viking, o Museu de Arte e o Museu Einar Jonsson (dedicado à escultura).

Visível de quase todos os ângulos da cidade e, portanto, muito fácil de encontrar, é a igreja de Hallgrimskikja. Esta igreja, concluída em 1986, levou quase quatro décadas para ser construída. A sua arquitetura, segundo li, é inspirada na cascata Islandesa Svartifoss (apesar de, honestamente, a mim parecer mais um foguetão).

Igreja de Hallgrimskikja
Igreja de Hallgrimskikja créditos: The Travellight World

O edifício foi projetado por Guðjón Samúelsson, um dos arquitetos mais conhecidos da Islândia, e abriga o maior órgão de concertos do país. A bela porta de entrada e os vitrais projectados pelo artista local Leifur Breiðfjörð também são dignos de atenção.

A igreja tem 74,5 metros de altura e no seu topo encontra-se uma plataforma de observação com vistas de tirar o fôlego. Junto com a vista de Perlan na colina de Öskjuhlíð, esta é provavelmente a melhor vista da cidade.

Na frente da igreja está colocada uma estátua de Leif Eriksson que, segundo os islandeses, descobriu a América do Norte no ano 1000, mais de 500 anos antes de Colombo.

Reykjavík
Arte de rua em Reykjavík créditos: The Travellight World

No centro de Reykjavík encontramos casas coloridas e muita arte de rua. Nos últimos anos, a cidade tornou-se famosa pelos seus murais coloridos e graffitis. Muitas paredes estão cobertas de arte, frequentemente encomendadas pelos próprios proprietários. A maioria deles é feita por artistas locais.

Nas principais ruas comerciais, como Laugavegur ou Skólavörðustígur, encontramos lojas muito “fashion” como a Kraum, a Aurum ou a GK que promovem o design islandês.

Reykjavík
Ruas comerciais de Reykjavík créditos: The Travellight World

Na lagoa da cidade - a Tjörnin -, fica a Nordic House, o único edifício de Reykjavík projectado por um arquitecto internacionalmente famoso, o finlandês, Alvar Aalto. A Nordic House tem exposições e música ao vivo para além de um bom restaurante.

Na verdade descobri que Reykjavík tem excelentes restaurantes, o “The Fish Company”, por exemplo, permite-nos experimentar a fusão da gastronomia islandesa tradicional com outras cozinhas internacionais. O Grillmarkadurinn também é imperdível e o melhor cachorro-quente da cidade é servido no Bæjarins Beztu Pylsur.

Mercado de Kolaportið
Mercado de Kolaportið créditos: The Travellight World

O Porto Velho é outra das atracções. Aqui podemos aprender um pouco sobre a vida marinha da Islândia no Museu das Baleias e até reservar uma viagem para observação destes maravilhosos animais. Se visitarem Reykjavík num fim de semana, não deixem de visitar o mercado de Kolaportið, ali perto. Podem aproveitar e comprar uma camisola de lã tricotada à mão (lopapeysa) bem quentinha - é o souvenir perfeito para trazer da Islândia!

O Harpa Concert and Conference Hall é um impressionante edifício de vidro junto ao antigo porto de Reykjavík que chama a atenção pela sua arquitetura. É interessante tanto por fora como por dentro e proporciona belas fotografias.
Múltiplas celebrações multiculturais acontecem no prédio e à noite a sua fachada é iluminada com luzes LED.

Harpa Concert and Conference Hall
Harpa Concert and Conference Hall créditos: The Travellight World

Próximo do Harpa Concert Hall está a bela escultura, Sólfarið de Jón Gunnar Árnason, provavelmente, uma das peças de arte mais famosas da Islândia. Com uma incrível vista para o Monte Esjan, esta escultura, semelhante a um barco Viking, é um dos locais fotográficos mais populares de Reykjavík.

Escultura Sólfarið
Escultura Sólfarið créditos: The Travellight World

Não muito longe do Porto Velho encontra-se o distrito de Grandi, onde antigas fábricas de pesca e oficinas de reparação de barcos transformaram-se em lojas trendy, cafés, empresas start-up, museus, restaurantes e até cervejarias. O "Bryggjan Brewery", por exemplo, serve uma maravilhosa cerveja local. A “Valdís” tem deliciosos sorvetes e quem gosta de chá não pode deixar de experimentar o chá japonês do "Kumiko".

Como podem ver, a Islândia tem mais para oferecer do que géisers, vulcões e lagos glaciares. Tem também Reykjavík, uma cidade incrivelmente vibrante e progressiva que vale a pena conhecer.

Grandi
Grandi créditos: The Travellight World

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Artigo originalmente publicado no blogue The Travellight World

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