Em declarações à agência Lusa, o presidente da câmara de Vimioso, Jorge Fidalgo, disse que desta forma pretende fazer do termalismo a "âncora" para o desenvolvimento turístico no concelho.

"Vamos dotando o complexo termal com as melhores condições para os utentes e vamos lançar campanhas de promoção no exterior para atingir os nossos objetivos", enfatizou o autarca.

O objetivo de fazer do termalismo uma "âncora" do turismo local passa também por reforçar a capacidade de alojamento na zona e, segundo o presidente da Câmara, há já uma entidade privada que tem um projeto para a criação de uma unidade hoteleira nas proximidades.

"Por outro lado, há particulares a investir em unidades de turismo rural nas aldeias circundantes do complexo", assinalou.

As águas sulfurosas da Terronha estão identificadas desde 1726, mas as termas apenas abriram ao público, de forma provisória, em agosto de 2013 e a licença para nela se fazerem tratamentos só foi concedida pela Direção Geral de Saúde em junho de 2016.

Segundo o autarca, o investimento já realizado no complexo termal foi de cerca de 2,8 milhões de euros, sendo financiado por fundos do Programa Operacional do Norte em cerca de 1,2 milhões. Criou-se uma dezena de postos de trabalho.

"Com a equipa de técnicos e especialistas em termalismo, contratados pela autarquia, estamos a preparar condições para receber 500 utentes por ano, para os respetivos tratamentos termais ", explicou à Lusa o presidente da Câmara.

Segundo Jorge Fidalgo, o complexo da Terronha tem, para além dos tratamentos termais, um setor dedicado ao bem-estar das pessoas, dotado de SPA.

"Os tratamentos termais vão de março a novembro, havendo um período posterior que as pessoas aproveitam para tratamentos de relaxamento e bem-estar", frisou.

O balneário principal do complexo termal está dotado de equipamentos como uma piscina, aparelhos para melhorar a função respiratória dos utentes, duches a jato, jacúzi entre outros.

Dispõe ainda de serviços médicos, de enfermagem, fisioterapia e massagens que acompanham os tratamentos.

De futuro, a autarquia não coloca de lado a ideia de que a exploração do equipamento termal venha a ser atribuída à iniciativa privada.

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