A Igreja Claremont United Methodist publicou uma foto do seu presépio composto por três jaulas separadas, com Maria, José e o menino Jesus ao centro fazendo, assim, a comparação com a situação de várias famílias de refugiados que procuram asilo e acabam por ser separadas na fronteira.

A pastora da igreja, Karen Clark Ristine, falou  à rádio KABC, afiliada da CNN, e explicou a ideia do presépio: "Pensamos na família de refugiados mais famosa do mundo: a família de Jesus".  Numa publicação no Facebook, Ristine explicou que a exposição surgiu da questão: "O que aconteceria se essa família procurasse refúgio no nosso país hoje?"

"Imaginem José e Maria separados na fronteira e Jesus, não tendo mais de dois anos, retirado à mãe e colocado atrás das grades num centro de detenção da Guarda Fronteiriça como aconteceu a mais de 5500 crianças nos últimos três anos." Segundo Ristine, a ideia é que, neste Natal, a Sagrada Família represente as milhares de famílias sem nome separadas nas fronteiras.

A igreja angaria fundos para pagar os custos de advogados para as crianças separadas na fronteira através da Justice for Our Neighbors (JFON), tendo conseguido juntar dez mil dólares. Além disso, recorda, no seu site, que há ainda 15 mil jovens e crianças que chegaram sozinhas às fronteiras e que estão espalhadas por vários centros de detenção dos EUA.

A publicação gerou polémica, com várias pessoas a elogiaram Ristine pela comparação, enquanto outros a criticaram por fazer uma declaração política. Recorde-se que, em 2018, o governo de Donald Trump sofreu fortes críticas por separar crianças das famílias enquanto estas eram detidas na fronteira.

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