Bilhete-postal enviado por Cláudia Godinho

Só há uma coisa melhor no mundo do que estar com o Tiago. Estar com ele em viagem. Se por cá, em Lisboa, as aventuras surgem inesperadamente, o mesmo acontece em países para nós desconhecidos, mas multiplicando-se. Foi isso que aconteceu na Polónia. Varsóvia e Cracóvia foram os nossos portos de abrigo numa terra, para ambos, repleta de histórias a serem descobertas. Um dos dias que mais nos marcou foi o dia de Reis. Na Polónia, este dia é feriado e conta com festividades um pouco por todas as grandes cidades do país.

Dia 6 de janeiro estávamos em Varsóvia e decidimos participar no grande cortejo, tal qual verdadeiros polacos. Entrámos no espirito dos Reis, fomos até à Plac Zamkowy, uma das praças principais da capital, recebemos coroas de papel, aceitámos os pequenos livros com cânticos tradicionais e metemos o nosso inexistente polaco em uso. Resultado: uma procissão muito organizada, com cânticos harmoniosos, mas incompreendidos por dois portugueses.

Durante o trajeto, os “peregrinos” eram brindados com grupos que se desfilavam cantando e interpretando cenas bíblicas referentes à época festiva - uma experiência que não era vivida por muitos turistas. A certo momento, a massa de gente gelada (sim, estavam -15 graus na rua), acabava por se dissipar, e foi nesse momento que o Tiago decide, por ele próprio, fazer parte ativa destas celebrações.

Ao ver um coro numa varanda a preparar-se para iniciar a sua performance, o Tiago, que não é maestro de profissão nem coisa lá perto, decidiu conduzir os polacos extremamente agasalhados naquela manhã de janeiro. E assim foi: o maestro Tiago ajudou o coro a desinibir-se. Cantaram e desafinaram. E que desafinar! Um deles tinha mesmo o telemóvel no ouvido para aprender a música que tinha que cantar. E o momento prolongou-se, por largos minutos, com uma audiência que rejubilou com aquele claro improviso maestreiro.

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