"A ideia nasceu de uma conversa com o escansão Michaël Morais sobre o facto de os vinhos portugueses serem pouco conhecidos em França. Quando se fala dos vinhos portugueses em França fala-se nos vinhos de baixa qualidade. A ideia era dar a conhecer aos franceses o facto de o vinho português ser um dos grandes vinhos no mundo", explicou o lusodescendente de 34 anos.

O Salão do Vinho Português vai decorrer no Parc Floral de Paris e vai contar com "85 expositores, alguns já representados em França, e também pequenos produtores à procura de negócios" no país, que "já é o primeiro mercado do vinho do Porto".

"O objetivo é promover o vinho português. Temos produtores que vêm de todas as regiões de Portugal. A nossa ideia é ter uma porta aberta para os vinhos serem distribuídos em França, em restaurantes gastronómicos e não apenas nas comunidades portuguesas", continuou Roméo de Amorim, sublinhando que "depois de França, Portugal é o segundo país que tem mais diversidade de vinhos pela variedade de castas".

O evento vai contar com um concurso dos melhores vinhos, presidido pelo escansão Micaël Morais que trabalha num restaurante com uma estrela Michelin em Paris, onde serve o cocktail "a Portuguesa", feito a partir de vinho do Porto, pimenta vermelha, bagas de zimbro, cravos-da-Índia, licor Chartreuse e espumante rosé.

"Fizemos um concurso com 122 garrafas e vamos medalhar diferentes categorias numa cerimónia que vai contar com o chef Michel Roth, que estava aqui em França, no Ritz, e agora está em Genebra", disse o "sommelier" de 30 anos, precisando que se vão premiar os melhores Porto branco, Porto tinto, vinho da Madeira, vinho tinto, vinho branco, vinho rosé, espumante e vinho verde.

O também organizador do evento sublinhou que vai haver "masterclasses para descobrir os vinhos portugueses, para associar queijos franceses com vinhos portugueses, para descobrir vinhos do Porto, assim como vinhos velhos brancos e tintos", sublinhando que "os vinhos portugueses são mal conhecidos em França, têm uma grande diversidade e podem ser guardados mais tempo".

Micaël Morais disse à Lusa que "a riqueza dos vinhos portugueses está na diversidade", considerando que é fácil convencer o paladar francês porque "as uvas são parecidas com as francesas, por exemplo, o Touriga Nacional é um pouco como o Cavernet Franc de Bordéus, o Baga parece-se muito com o Pinot Noir e o Alvarinho é como o Sauvignon Sancerre branco".

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