Quando preparámos estes dias de viagem de carro pela Andaluzia, não fizemos muitas pesquisas. Ficámos boquiabertos com a cidade árabe de Córdoba, e dificilmente Ronda iria superar esta sensação de coração cheio, de quando se vai a um lugar pela primeira vez, e fica logo a vontade de voltar rápido.

Chegámos a Ronda no início da tarde. O dia estava bonito, fizemos check-in no Hotel Dom Miguel (que prometia vista para a famosa ponte), e fomos logo dar um passeio.

Ronda
créditos: Onde andam os Duarte

Não passa despercebida a ninguém a ponte por cima de um desfiladeiro de 98m, que liga a zona moderna e o centro histórico, e era a primeira atracão que queríamos ver.

É alto. Com uma criança pela mão, hesitámos. Observámos primeiro. Estava muita gente aquela hora, e vários grupos de excursões.

No entanto, havia algumas crianças por ali a caminhar, e logo percebemos que os miradouros têm grades, e o restante muro da ponte é muito alto para uma criança pequena trepar. Porém, não é lugar para aliviar a sua mãozinha.

A Ponte Nova tem este nome porque antes dela existiu outra que, após 6 anos de construída, caiu matando 50 pessoas. Esta nova ponte demorou 42 anos a ser construída, e ali se mantém bem firme desde 1793!

Por baixo, muito ao fundo, corre o rio Guadalevín. De um lado da ponte observamos o seu leito calmo e muita vegetação e no outro lado cai uma cascata.

Existem vários pontos de observação em ambos os lados da ponte. E para fotos de baixo para cima, que são o postal turístico da cidade, a escolha vai depender do grau de aventura de cada um, se gosta de trilhos sinuosos, caminhadas, etc.

Na entrada da ponte (lado zona histórica) está um Centro de Interpretação sobre a obra de engenharia setecentista, a história, geologia, flora e fauna da região, e assinalados no mapa os trilhos e miradouros.

Ronda
créditos: Onda andam os Duarte

No lado oposto, está o belíssimo Palácio de Congressos de Ronda.

Dispensámos os trilhos e fomos em direção ao Miradouro de Ronda, que não tem vista para a ponte, mas sim para a montanha. À sombra do coreto, um senhor tocava guitarra de olhos fechados e voz sentida, cenário perfeito para este fim de tarde andaluz.

No dia seguinte, começamos com um pequeno-almoço espanhol de tostada com tomate, churros e café com leche, que parece não combinar nada, mas é bom. O pequeno-viajante comeu ovos mexidos, pão e leite, fez cara feia ao tomate!

Estávamos mesmo no centro histórico, pois o hotel que tinha prometido pequeno-almoço com vista para a ponte, está em remodelações e os hóspedes estão na rua das traseiras, sem vista.

Aproveitamos para iniciar o passeio com um café com vista para a Plaza del Socorro.

Fomos ver a Praça de Touros. Ronda é apelidada como a cidade-berço das touradas. A zona tem um posto de turismo, vários cafés, restaurantes, lojas de recordações e uma grande estátua com um touro, onde toda a gente pousa para a fotografia. É um lugar que tem bastante gente, todo o dia.

Ronda visita-se em um dia ou dois (melhor), se estivermos de passagem. Mas é um local onde muitos espanhóis vão para descansar e passar vários dias, na sensação de calmaria de vila entre montanhas.

Ronda
créditos: Onde andam os Duarte

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Artigo originalmente publicado no blogue Onde andam os Duarte?

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