É um destino que me encanta. Que não me importo nada de repetir. E algumas coisas que me deliciaram nas primeiras viagens, agora até já me parecem banais.

Mas a verdade é que existem por lá hábitos bem diferentes daqueles que nós, portugueses, usamos no nosso quotidiano. O estilo de vida de um habitante de Copenhaga não é igual ao de um habitante de Lisboa e foi precisamente essa diferença que me cativou.

Apesar dos dinamarqueses serem muitas vezes considerados os latinos da Escandinávia, por serem mais “abertos” e “festivos” que os restantes (Finlandeses, Islandeses, Noruegueses e Suecos), não seguem o padrão de comportamento latino que nos define.

Uma grande evidência que encontrei em Copenhaga foi o intenso uso das bicicletas, a par com uma atitude muito descontraída. É um país que já ganhou o título de mais feliz do mundo e um dos mais family friendly que conheço.

Copenhaga, Porto
créditos: Viajar em Família

Tudo isto me surpreende e durante as minhas viagens a Copenhaga, fui anotando algumas curiosidades que servem de dicas indispensáveis a quem visitar esta capital europeia.

Acho mesmo que podem ajudar a evitar alguns sustos ou embaraços! São elas:

1. Prestar atenção às vias das bicicletas

Em Copenhaga são realmente muitas, andam a grande velocidade por todo o lado e quando querem passar, querem passar! Apitam estridentemente a quem se atravessa à sua frente.

2. Respeitar as passadeiras e os semáforos

Verde é verde e vermelho é vermelho. Muito raramente alguém se lembra de atravessar a estrada com semáforo vermelho, mesmo numa rua de grande visibilidade e nenhum trânsito a passar.

Bicicletas em Copenhaga
créditos: Viajar em Família

3. Cumprimentar os amigos com um abraço

Os dois beijinhos é uma coisa nossa, portuguesa. Por lá usa-se o abraço. Mas tal como em Portugal, o aperto de mão mantém-se para as relações mais formais.

4. Conferir as tomadas de electricidade

Algumas delas têm um botão ligar/desligar e se colocarmos algo a carregar e depois de algumas horas ainda não estiver carregado, o mais provável é que a tomada esteja desligada!

5. Não olhar para dentro das casas

As janelas são grandes e quase sempre livres de cortinas e cortinados, de dia e de noite, mas isso não nos dá o direito de invadir a privacidade dos seus habitantes (quando alguém olha lá para dentro é quase certo que é estrangeiro!).

Copenhaga
créditos: Pixabay

6. Usar o seu próprio edredon

Ainda no capítulo do respeito da individualidade e privacidade de cada um, não é de estranhar que as camas de casal tenham dois edredons individuais e não um de casal (além de não terem lençol de cima). Por lá é normal assim. Para não incomodar o outro, dizem.

7. Andar de transportes públicos

Os transportes são quase todos recentes, muito pontuais e frequentes. Os bilhetes são válidos para todos os tipos de transporte na cidade (autocarro, comboio e metro) e durante 1,5h pode-se entrar e sair quantas vezes quiser. As crianças até aos 12 anos viajam gratuitamente.

8. Verificar a água

Para líquido essencial à vida é bastante cara, mesmo no supermercado, uma garrafa de 1,5 litro pode custar entre 1 e 1,5 euro. Há pouca escolha de marcas e o normal é ter gás. Ou seja, se quiserem água sem gás têm de pedir especificamente pois isso é que sai fora do habitual.

9. Não pensar que as crianças foram abandonadas

Os pais desde cedo incentivam a autonomia e independência das crianças. É normal irem para a escola sozinhas de bicicleta depois dos 12 anos. Mas também é normal o passeio estar ocupado com carrinhos de bebés, parados e sozinhos. Não foram abandonados, os pais só foram às compras à loja ali à frente. E os bebés ficam na rua à espera (nota: os graus negativos não alteram este hábito em Copenhaga).

Crianças em Copenhaga
créditos: Viajar em Família

10. Comprar na rua

Grande parte das lojas têm bancadas na rua. Sejam sapatos, livros, roupa, fruta, brinquedos ou mobília. Não achem estranho se parte da rua estiver ocupada por estes itens, mas principalmente, não achem estranho eles estarem assim, ali, sem alarmes, sem ninguém a tomar conta. Porque também não se espera que ninguém lhes mexa sem pagar.

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