Acreditamos no poder da sétima arte e na facilidade com que nos transporta para outros locais, mesmo sentados no sofá ou numa sala de cinema. E é por isso que, muitas vezes, damos por nós a fazer as malas à boleia de filmes que nos inspiram a viajar.

Eis a nossa lista dos filmes que já valeram milhas aéreas.

1- The Beach, de Danny Boyle (2000)

Há 15 anos víamos o jovem Leonardo Di Caprio a lutar por uma praia que equivalia ao paraíso para os seus habitantes. O momento em que, pela primeira vez, vimos a Maya Bay, nas Ilhas Phi Phi (Tailândia), foi de tirar o fôlego, questionando-nos se a praia existia mesmo ou se era um truque da produção ... Descansem, existe mesmo e é, sem dúvida, magnífica.

Tailândia
Ilhas Phi Phi créditos: Pixabay

Com a popularidade do filme, o turismo cresceu na ilha tailandesa e é impossível desfrutar deste pedaço caído do céu sozinho. Bem, impossível não é, pois há a possibilidade de lá acampar, ainda que tenha provavelmente que partilhar Maya Bay com outros campistas. Mesmo acompanhado, vale a pena.

2-  Lost in Translation, de Sofia Coppola (2003)

A filha do mestre Francis Ford Coppola conseguiu transmitir algo que parecia impossível: o reencontro do 'eu' na agitada cidade de Tóquio. Pelo menos, é o que Bill Murray e Scarlett Johanson foram fazer à capital japonesa. Cá entre nós, não nos parece a cidade ideal para tais introspecções, mesmo sendo o filme muito bom, assim como a cenografia.

Tóquio, Japão
Tóquio créditos: Volto JÁ

Mas Coppola conseguiu apimentar a curiosidade por Tóquio, transmitindo a amabilidade dos japoneses e as cores da cidade, misturando na perfeição a loucura das salas de jogo e o karaoke.

Aliás, o New York Bar, no topo do Park Hyatt, bem pode agradecer ao filme os muitos turistas que por lá passam. Veja aqui o nosso roteiro do Japão.

3- A good year, de Ridley Scott (2006)

Quem viu o filme sabe o quão difícil foi segurar a vontade de entrar no próximo avião e rumar à Provença quando entraram os créditos.

Russell Crowe é um empresário muito ocupado que parte para o sul de França depois de herdar um 'château' de um tio querido que acabou de falecer. Lá encontra a tranquilidade, e também Marion Cotillard.

Campos de lavanda na Abadia de Senanque
Provença créditos: Volto JÁ

Não é preciso ser um bom filme para nos fazer viajar. Este filme é a prova disso. As paisagens, as cores, o calor e o restaurante de Fanny (Marion Cotillard) são razões suficientes para querermos amar num lugar diferente, de preferência na Provença. Veja aqui o nosso roteiro da Provença.

4- To Rome with Love, de Woody Allen (2012)

Bem, o filme é muito fraco, até os fãs do realizador concordam connosco. Mas Roma é sempre bela, mesmo com um mau guião. As ruas estreitas, as cores, as fontes, os monumentos e a comida estão no filme e, por isso, perdoamos Woody Allen. Achamos até que a decisão de fazer este filme foi uma desculpa do realizador para poder tirar umas férias na capital italiana. Alguém o pode censurar?

Roma
Roma créditos: Volto JÁ

A Piazza Venezia, o Vittorio Emmanuele II, a Fontana de Trevi, o Caffè della Pace e a belíssima Via Margutta estão todas lá e isso salva o filme. Allen continua mestre em fazer dos seus filmes verdadeiros documentários das cidades. Veja aqui o nosso roteiro de Roma.

5 - Sex and the City, Darren Star (1998-2004)

Vamos fazer batota e terminar esta lista com uma série. Isto porque colocar os filmes não seria a mesma coisa para os fãs de Carrie e companhia.

Os restaurantes e bares mais trendy, os rooftops mais vistosos estão lá e fazem qualquer mulher pegar nas amigas e viajar para a badalada cidade norte-americana.

Para o sexo masculino e caso viaje com a namorada ou amigas não vale a pena ficar preocupado com a histeria feminina ao tirar fotografias na Magnolia Bakery ou em frente à casa da Carrie. Afinal, para elas são verdadeiros monumentos. Veja aqui as nossas sete razões para amar Nova Iorque.

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