De acordo com o relatório, o número de dormidas ultrapassou os 53 milhões, enquanto as receitas de aposento superaram os dois mil milhões de euros, tendo a taxa de ocupação sido superior a 63%.

As regiões da Madeira (77,5%) e de Lisboa (72,5%) registaram a maior taxa de ocupação em 2016, com a zona da capital a apresentar também o preço médio por quarto mais elevado do país (80,65 euros).

Já na estadia média mais elevada, os ‘campeões’ são a Madeira (5,39 dias) e o Algarve (4,49 dias).

Todas as regiões viram as suas receitas por quarto disponível (RevPAR) crescer e Lisboa voltou a destacar-se com uma receita de 59,18 euros, o que significou um aumento de 5,58 euros face ao ano anterior.

A nível de concentração de empreendimentos, Algarve e o Norte lideram (22% cada), seguindo-se a Região Centro (21%), Lisboa (15%), Alentejo (8%), Madeira (7%) e Açores (5%).

A região mais a Sul também surge no primeiro posto em relação ao número de unidades de alojamento, representando 32%, com Lisboa a surgir no segundo posto, com 21%.

O índice de sazonalidade mostra que os meses de julho, agosto e setembro são os que registam o maior número de dormidas.

No mapa internacional, a taxa de ocupação em Lisboa chegou a ultrapassar os registos de grandes cidades europeias, como Roma, Madrid e Paris, embora permaneça abaixo de Londres, Amesterdão e Barcelona, mas nas contas do RevPar (receitas por quarto disponível) fica abaixo da média europeia.

Os hotéis continuam a ser a tipologia mais comum entre os empreendimentos turísticos, representando 73% da totalidade. Seguem-se os apartamentos turísticos (10%), os hotéis apartamentos (7%), os hotéis rurais (5%), os aldeamentos turísticos (3%) e as pousadas (2%).

Nas classificações de empreendimentos turísticos, as três (33%) e quatro (38%) estrelas são as que mais predominam a nível nacional. Os empreendimentos de duas estrelas ocupam a terceira posição, com 17%, e os de cinco estrelas a quarta posição, com 8%.

Os grupos Pestana Hotels & Resorts/ Pousadas de Portugal (5,2% do total), Vila Galé Hotéis (3%) e Accor Hotels (2,4%) formam o top 3 do ‘ranking’ nacional dos 20 grupos hoteleiros/ entidades responsáveis com o maior número de unidades de alojamento.

“O ano de 2016 foi único e histórico em receitas, dormidas, mas também singular para o crescimento do número de empreendimentos”, afirmou Miguel Eiras Antunes, líder de Tourism, Hospitality & Services da Deloitte, em comunicado.

A consultora referiu que 38 novas unidades hoteleiras são esperadas este ano, maioritariamente de quatro e cinco estrelas, e sobretudo em Lisboa (18). Para o Norte estão previstas oito aberturas, para o Centro sete, para o Algarve quatro e para os Açores uma.

Para Jorge Marrão, dirigente de Real Estate da Deloitte, “prevê-se um cada vez maior interesse dos investidores internacionais no nosso país, resultado do aumento das taxas de rentabilidade dos ativos imobiliários.

“O turismo continuará a ser, por isso, estratégico para a nossa economia”, concluiu.

Em maio, a Associação de Hotelaria de Portugal (AHP) informou que até 2018 vão abrir 83 novas unidades hoteleiras no país, 41 das quais ainda este ano.

No próximo ano, a perspetiva de abertura, em todo o país, é de 42 novas estruturas, afirmou a presidente executiva da AHP, Cristina Siza Vieira.

Fonte: Lusa

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