O fim de semana que lá passei foi como um bálsamo de calma e serenidade.  Ainda estávamos a estacionar o carro, quando na encosta à minha frente vi um lama!

Pode parecer um exagero, mas aquela visão fez-me sorrir e transportou-me imediatamente ao Vale Sagrado dos Incas, no Peru, e à sensação de paz que senti quando o visitei.

Hotel Parque
créditos: Travellight e H. Borges

O Hotel tem como tema os Deuses da mitologia greco-romana, e cada um dos quartos tem o nome de uma destas entidades. O meu quarto era - muito apropriadamente - dedicado à Deusa Harmonia.

Espaçoso e luminoso, o quarto estava decorado de forma simples, mas confortável. Tinha uma pequena varanda e amenidades como roupão, chinelos, uma chaleira elétrica, mini-bar (vazio) e chá para quem quisesse preparar uma chávena no quarto.

A casa de banho era grande e tinha um bom chuveiro. Também estava adaptada para pessoas que se deslocam em cadeira de rodas ou têm dificuldades de locomoção.

Hotel Parque
créditos: Travellight e H. Borges

O colchão era confortável e acordar aqui foi um prazer, porque de manhã ouvem-se os passarinhos a cantar!

O bufett de pequeno-almoço é variado e tem várias qualidades de pão, croissants fresquíssimos, frutas, salada, ovos mexidos, bacon, sumos de fruta, etc… alguns dos produtos, como o queijo fresco e o queijo curado, são produzidos localmente.

Os funcionários do hotel são atenciosos e simpáticos, e qualquer dúvida ou pedido é prontamente respondido e atendido.

Havia muitas famílias com crianças hospedadas no hotel. o que não é de estranhar visto que, no que toca a atividades, há imenso que fazer — tanto no interior como no exterior.

Hotel parque
créditos: Travellight e H. Borges

Nas áreas públicas interiores, gostei muito da decoração e dos recantos confortáveis que convidavam à leitura e ao convívio, mas o espaço favorito foi com certeza a piscina interior e o jacuzzi.

O hotel tem também um pequeno SPA, sauna, banho turco e um ginásio bem equipado.

No exterior, existem vários espaços para a prática de desporto: campo de ténis, campo de squash, um mini-campo de relva sintética onde vi miúdos a jogar futebol e um centro hípico.

Mas o maior destaque é sem dúvida o Parque Biológico, onde encontramos a mais completa coleção de vida selvagem nacional.

Espécies raras como o urso pardo, o lince ou a raposa, têm casa aqui e proporcionam ao visitante a oportunidade única de ver estes animais de perto. A criança que há em mim delirou com este parque e em breve vou fazer um post dedicado apenas a ele.

Hotel Parque
créditos: Travellight e H. Borges

Em frente ao parque está outra boa surpresa: O Restaurante Museu da Chanfana — uma merecida homenagem à gastronomia tradicional.

Como o nome indica, a especialidade da casa é a chanfana, que é extraordinariamente bem preparada. Outros pratos, como plumas de porco preto, que também tive oportunidade de provar, estavam igualmente magníficos.

O doce principal é a “nabada”, uma especialidade conventual do mosteiro das Monjas de Semide, feito à base de nabo, e cuja confeção esteve extinta até que o Museu da Chanfana a recuperou, e em boa hora o fez, porque a nabada é de-li-ci-osa!!!

Hotel parque
créditos: Travellight e H. Borges

Também merecem referência a Loja de Artesanato, que promove e divulga o Parque Biológico da Serra da Lousã, através da inclusão social, valorizando as aptidões de pessoas com deficiências e incapacidades, e o Museu Vivo de Artes e Ofícios Tradicionais, que tem artesanato produzido por pessoas com deficiência e doença mental.

É importante referir que o Hotel Parque é um projeto da Fundação ADFP, uma instituição sem fins lucrativos, cujo objetivo principal é a solidariedade social.

A fundação contribui para a formação de pessoas com deficiência e doentes mentais, apoia doentes crónicos, crianças, jovens, mulheres grávidas ou com filhos, vítimas de maus tratos, refugiados, sem-abrigo e idosos.

Hotel Parque
créditos: Travellight e H. Borges

O Espaço da Mente, que se encontra na entrada do Parque Biológico, merece também uma visita. Dedicado à liberdade, é um Ecomuseu etnográfico que pretende criar uma reflexão sobre o Homem e sobre a sua evolução.

Um pouco mais distante do Hotel fica o Templo Ecuménico. Uma construção bastante interessante que pretende celebrar a importância e o peso que a tolerância e o respeito pelo diferente têm na construção da Paz.

Quem está interessado em conhecer as maravilhosas aldeias do xisto, como a Aldeia de Gondramaz, do Talasnal ou a Aldeia do Casal Novo, não pode escolher melhor lugar para se hospedar. O Hotel do Parque tem uma localização privilegiada e perfeita para partir à descoberta destes locais e de outras paisagens incríveis da Serra da Lousã!

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Artigo originalmente publicado no blogue The Travellight World

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