Penso que esta também seja uma das razões para restaurantes e operadores turísticos terem publicidades em russo. Vê-se restaurantes russos, com música russa e mercearias com funcionários russos. Restaurantes chineses também não faltam.

Já os vietnamitas aproveitam-se da situação para "sacar" dinheiro aos turistas. Foi nesta cidade que me serviram a pior banh mi de sempre (a típica sandes vietnamita), que me custou mais do dobro do que é costume e estava intragável. O pão era tão duro que nem dava para trincar. Também foi aqui que comprei a garrafa de água mais cara de sempre desde que estou em viagem pelo Vietname.

Enquanto cidade, Nha Trang não tem muito para visitar e um dia chegou bem para isso. Além da cidade, há ilhas que claramente valem a pena uma visita.

Conheço uma alemã durante o pequeno almoço no hostel e vamos explorar juntas usando transportes públicos que nesta cidade são frequentes e ligam o centro às atrações turísticas - um bom meio para descobrir os locais e um meio bem barato, já que se pagam cerca de 35 cêntimos por viagem.

Visitamos Hon Chong que é um ponto panorâmico e o último ponto de contacto entre a terra e o mar. É um sítio encantador! Existe bilhete para entrada mas fica por menos de 1€. Antes de chegar às rochas, atravessamos um templo muito tranquilo onde encontramos 2 vietnamitas vestidos a preceito a tocar música tipicamente vietnamita com instrumentos que não sei identificar. É um som que toca na alma. É tão pacifico e tranquilizante que se estivesse sozinha tinha ficado ali bem mais tempo só parada a ouvir o som e a olhar para o mar. Tem muitos chineses aqui. Mas a vista compensa. Consegue-se ver as águas translúcidas ao pé das rochas e algumas ilhas ao longe, bem como vários tons de azul que o mar apresenta ao longo da costa. Gostei muito deste local.

Nha Trang
créditos: While You Stay Home

Em seguida, visitamos as torres Ponagar que até têm fila de entrada. Consistem em três torres de arquitetura Cham que se encontram numa colina. Já visitei outras torres do mesmo género em outras cidades no Vietname, portanto não fiquei muito impressionada. Ainda assim, valem a pena uma visita.

Nha Trang
créditos: While You Stay Home

Por último vamos ao templo mais conhecido, o Long Son Pagoda, que culmina com uma estátua gigante de Buddha numa colina que nos cansa a subir devido ao calor. Estão cerca de 35ºC, o que não ajuda nada. Mas a escadaria até à estátua não é assim tão longa e vale a pena pois lá em cima tem-se uma vista completa da cidade, rodeada de montanhas, e o mar lá ao fundo. Como todos os templos, é um sítio relaxado onde o silêncio predomina e aproveitamos para absorver o que está à volta, descansando no local.

Nha Trang
créditos: While You Stay Home

Acabamos o dia na praia de Nha Trang que está apinhada de pessoas. Ao fundo, ouve-se um altifalante com frases em várias línguas enquanto são ditas as regras da praia. Claramente isto não parece o Vietname! Regras? Até gostava de saber o que os vietnamitas acham disto.

Pessoas com biquini na praia? Coisa que já não via há um ano. Consegue-se distinguir perfeitamente os estrangeiros dos locais, o que faz também com que fiquem todos a olhar, nada de novo...

Gosto de aqui estar. Todas as noites, depois de jantar um pouco afastada do centro, onde já encontro coisas mais baratas, vou para a praia com o meu smoothy e lá fico deitada a contemplar as estrelas e a ouvir as ondas do mar. Há sempre pessoas a banhos, mesmo de noite. Isto é uma das coisas boas de ser turístico. A praia está iluminada e é de fácil acesso, já que está ao lado da estrada, e tem música relaxante de fundo. Estão mais de 25ºC de noite. São noites ideais de verão.

Nha Trang
créditos: While You Stay Home

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