Fomos pondo algum dinheiro de parte todos os meses, estabelecendo um itinerário, pesquisando destinos e definindo prioridades. Quando se quer fazer uma viagem de Volta ao Mundo é inevitável fazer escolhas. O ano seria 2019-2020 e resolvemos dedicar a viagem de Volta ao Mundo essencialmente à Oceânia e Pacífico, regiões do planeta que nunca tínhamos visitado.

Como ponto de partida escolhemos a Indonésia, um arquipélago imenso, com mais de 17.000 ilhas, onde passámos 4 meses, passando por Java, Bali, Lombok, Flores, Timor e Timor-Leste, Sulawesi e Papua, e onde desenvolvemos o projecto “4 Elementos”.

A Indonésia era um dos nossos sonhos de viagem, e excedeu as nossas expectativas. Depois de meses a explorar o país, a principal conclusão que tirámos foi que temos de voltar, até porque deixámos por conhecer as ilhas de Sumatra e Bornéu.

Passamos poucos dias em Timor-Leste mas apaixonamo-nos por Ataúro e Oecusse e ficou prometido o nosso regresso.

Dali, seguimos para outro ponto alto da nossa viagem, a Papua Nova Guiné, um país ainda pouco explorado, onde algumas aldeias poucos contactos têm com o exterior e algumas crianças nunca viram uma pessoa branca. As tradições tribais e a floresta equatorial virgem ainda são mais fortes que o estilo de vida moderno e as empresas madeireiras, mas por quanto tempo? Um destino a repetir o quanto antes…

Era tempo de seguir viagem para a Austrália, terra mítica, território por desbravar e, ao mesmo tempo, praias de areia branca e pranchas de surf. Mas o que distingue mesmo este país é o facto de ainda ser uma terra de oportunidades, onde as cidades têm menos de 150 anos e tudo parece estar ainda no início… E a Tasmânia, fim do mundo para onde eram mandados os condenados, é hoje um destino de aventura para quem procura uma natureza quase intocada às portas da Antárctida, e para outros um local onde recomeçar a vida.

Seguimos para as Filipinas, terra dos paraísos tropicais, onde a vida parece sempre melhor a assistir ao pôr-do-sol na praia. Recifes de coral, águas transparentes, ilhas a perder de vista, praias escondidas, há um cantinho para todos neste país com mais de 7.000 ilhas. E nunca é tarde demais para repetir os passos dos portugueses, que foram os primeiros a chegar a estas paragens, como Magalhães na sua viagem de circum-navegação.

Finalmente, seria a vez da Nova Zelândia, mas a pandemia do novo coronavirús alterou tudo e virou os nossos planos do avesso. Era altura de regressar a casa, oito meses depois de termos saído de Portugal. Confinados a casa, viajamos nas memórias, mas certos de que, mais cedo ou mais tarde, regressaremos às viagens, e, quem sabe, mesmo à nossa Volta ao Mundo. É que o Pacífico espera por nós, e nós ansiamos por ele…

Os nossos artigos feitos sobre a Volta ao Mundo podem ser consultados aqui.


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