1. Como/quando começou com o “bichinho” das viagens?

Acho que posso dizer que o bichinho das viagens se instalou a sério a partir da primeira viagem que fiz sozinha, pelo Vietname e Laos, em 2015. Já viajava antes, claro, tinha já alguns destinos carimbados no passaporte mas para mim eram apenas destinos de férias, não propriamente de “viagem”, palavra a que hoje em dia associo a explorar, descobrir e mergulhar de cabeça na cultura local dos destinos que visito.

A partir do momento em que tive a minha primeira experiência a solo do outro lado do mundo, parece que comecei a olhar para mim, para a vida e para o conceito de “viagem” de uma forma completamente diferente. Os benefícios que trouxe dessa aventura foram mais do que alguma vez poderia esperar ou sonhar: o sentimento de liberdade, de verdadeira descoberta e a interação de braços abertos, tanto com outros viajantes como com a população local, fizeram-me mudar por completo as minhas prioridades na vida, tanto a nível pessoal como profissional, e a minha própria maneira de estar. A partir desse momento prometi a mim mesma que nunca deixaria de viajar, de descobrir o mundo e de alargar constantemente os meus próprios horizontes.

2. Além de viajar, gosta muito de…

Gosto de caminhadas, especialmente em ambientes em que me encontre totalmente rodeada de natureza, de viajar através dos livros que leio, de devorar documentários e shows de stand-up comedy como se não houvesse amanhã, e de passar o máximo tempo possível com quem me é querido. Já pensei em ter um novo hobbie “a sério”, mas com a minha vida profissional e viagens regulares acaba por se tornar um pouco difícil, confesso!

3. Quantos países já visitou?

Vão-me obrigar a fazer as contas! Acho que, mais coisa, menos coisa, uns 25 aproximadamente.

4. Viagens mais marcantes e porquê?

A minha primeira viagem a solo, de que já falei, foi sem dúvida a mais marcante pela forma como contribuiu para uma mudança radical na minha vida (acabei por ganhar coragem para me despedir do emprego das 09h às 18h que tinha e abraçar um novo estilo de vida que me permitiu ter mais tempo para me dedicar ao que me faz efetivamente feliz, sendo as viagens uma dessas origens de felicidade). Mas Myanmar, pela afetividade e genuinidade das suas pessoas e São Tomé e Principe, também pelos santomenses, mas igualmente pela estonteante beleza das suas paisagens incrivelmente puras e sentimento de paz que por lá vivi.

5. Destino que quer regressar e porquê?

São Tomé é sem dúvida um destino a que quero regressar. Pelas razões que já apontei mas também pelo facto de ainda não ter tido a oportunidade de visitar a Ilha do Príncipe que, pelo que me consta, consegue superar São Tomé em termos de beleza natural. Gostava muito também de ter a oportunidade de colaborar com alguma associação/ONG que esteja a operar no local. Tenho uma grande vontade de contribuir de alguma forma para a melhoria deste país e pessoas extraordinárias que tão bem me receberam há 2 anos quando lá estive.

6. Próximos destinos e expectativas

A próxima viagem será rumo à Colômbia, onde passarei 3 semanas a descobrir o país. Confesso que não sou adepta de criar muitas expectativas em relação aos destinos que visito, mas o meu instinto diz-me que à semelhança do Peru, que percorri sozinha em 2017, este vai ser um destino que me vai surpreender muito. Pela positiva, espero!

7. Dica de viagem mais valiosa que pode dar

São várias as questões que me colocam quer através do meu blog, o Joland, quer através das redes sociais, sobre a segurança em viagem, especialmente no caso de mulheres que viajem sozinhas. O melhor conselho ou dica que posso dar é o de seguirem um lógica de senso comum, aplicando os mesmos cuidados que têm no vosso próprio país quando se deslocam sozinhas, mas, acima de tudo, que confiem no vosso instinto. As mulheres, em particular, são as felizes contempladas de um instinto acima do normal, pelo que se alguma situação vos faz torcer o nariz e sentirem-se desconfortáveis de alguma forma, então recusem-na e optem por uma alternativa. O instinto tem sempre razão!

8. Lugar preferido em Portugal

A minha rica Costa Vicentina, que espero que continue tão pura e selvagem como ainda o é em determinados locais. Confesso que até é uma zona de Portugal que prefiro não divulgar através do meu blog, com medo que contribua de alguma forma para o surgimento de uma onda de turismo massivo. Egoísmo? É sim senhora! Mas há paraísos que devem ser preservados.

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