Desta vez o destino foi o Parque Nacional da Malásia. Existem outros é verdade, mas só este se gaba de ser a mais antiga floresta tropical do mundo. Chamam-lhe Taman Negara que significa, em malaio, Parque Nacional. E mesmo que fique uma redundância, toda a gente diz que vai ao Parque Nacional Taman Negara. E poderá também chamar de Kuala Tahan National Park.

Há um grande número de empresas que organizam as atividades dentro no parque. Claro que pode fazer alguns dos trekkings sozinho, seguindo as indicações - mesmo nos mais fáceis pode ter o acompanhamento do guia-, mas outros, pelo alto grau de exigência, terá obrigatoriamente que ter um guia profissional e experiente a acompanhar. Não seria o primeiro a perder-se no meio da floresta...

Muitos turistas ficam pelo menos uma noite em Kuala Tahan. Chegamos ao final do dia e planeámos as atividades para o próximo dia. Logo pela manhã, depois de um bom pequeno-almoço, fizemos dois percursos: um que nos leva a umas pontes suspensas, a 25 a 40 metros de altura (uma adrenalina excelente para quem não tem medo de alturas - dizem que é a maior do mundo, mas quando fomos algumas estavam fechadas, devido ao mau tempo dos últimos dias) e um trekking que nos leva a um pico de 334 metros, o Bukit Teresek (monte Teresek).

Devem estar a pensar... 334 metros? Mas isso é muito fácil. Seria, sim, seria muito fácil... se o calor e a humidade não nos consumissem todas as energias. Mas não pensem que é impossível de fazer! Se eu fiz, qualquer um faz. Façam as paragens que quiserem e calmamente vão chegar ao topo. Sem pressas e aproveitando para ver a fauna e flora e as paisagens pelo caminho.

O Parque Nacional de Kuala Tahan é o maior parque nacional da Malásia continental e, como já disse, afirma ser a mais antiga floresta tropical do mundo... com 130 milhões de anos! Algumas árvores ostentam a idade vetusta, com aspeto respeitável e largos metros de altura. Em muitas não se consegue sequer ver a sua copa, de tão altas que são.

Se for calmamente (e silenciosamente) pelos percursos vai poder observar os pássaros (existem mais de 350 espécies) e insetos e com sorte os macacos vão aparecer em família. Perdi-me nas horas a fotografá-los. Os mais novos faziam uns sons que nitidamente serviam para proteger o seu território, mas ficando a uns metros deles eles mantinham-se muito afáveis.

Apesar da dificuldade do calor e da humidade, este trekking foi muito mais fácil do que o de Cameron Highlands, onde o percurso é sempre de terra (muitas vezes com lama) e os degraus são as raízes de árvores, sem muitos sítios onde se agarrar. Aqui, 98% do percurso para o Bukit Teresek é feito por uma escadaria, o que facilita muito a subida para o monte.

Existem variados trekkings neste parque nacional, alguns de algumas horas até outros que poderão durar vários dias - com acampamento, etc. E também há passeios noturnos descobrindo a fauna e flora que só se mostra à noite.

Para chegarmos à entrada do Parque, atravessamos o rio (cerca de 3 ringgits, o que é elevado para o pequeno percurso mas é a forma mais rápida de lá chegar), junto dos restaurantes que estão sobre a água em Kuala Tahan.

A melhor altura para visitar o parque nacional: a época mais seca é de fevereiro a setembro - sendo que fui em agosto e tinha estado a chover imenso. Felizmente, nas 48 horas em que estive lá, esteve bom tempo de dia mas chovia à noite. A época alta é de abril a agosto.

A entrada no parque é de RM1 e quem tem maquina fotográfica paga RM5 - dinheiro usado para a manutenção do parque. Também existe um preço em particular para quem quer pescar (RM10) e existem sítios próprios para o fazer. Todas as informações poderão ser obtidas junto do atendimento do parque.

Onde comer em Kuala Tahan

Se estão a seguir à viagem pelo Facebook do Viaje Comigo, verão que, todos os dias, me espanto com o preço da comida aqui na Malásia. A refeição mais cara que já fiz foi de 4 euros. Um luxo, já que, em média, gasto 2 euros por um prato (muitos noodles, arroz, legumes e galinha como por aqui) e um sumo de fruta natural.

Existem, no centro de Kuala Tahan, alguns restaurantes e lojinhas (com comida como bolachas, água, sumos, gelados, produtos de higiene e quase sempre com noodles para fazer no microondas, por exemplo). Num dos dias almoçámos por aqui. A dona do restaurante deve ter visto o meu ar de calor e trouxe a ventoinha para o meu lado, na esplanada.

Depois preparou sozinha o nosso almoço (para oito pessoas) em menos de 20 minutos! Incrível! E estava tudo ótimo! Eu escolhi uma omelete de queijo e vegetais e um sumo de ananás. Tudo ficou por... 1,50€. Claro que não pode esperar luxos nestes locais! As toalhas são de plástico, e os pratos também... não espreite para a cozinha! É melhor viver na ignorância.

Recordo agora que, numa das noites em Penang, fiquei a assistir como fazem os sumos de fruta natural. A água é retirada de um balde de plástico e é colocado gelo... água que com certeza não é engarrafada. Mas, aos poucos, vamos ficando resistentes e nunca provocaram nenhuma alteração intestinal. :D

Também em cima do rio - sim, são flutuantes - estão restaurantes bastante procurados e recomendados. Têm vista para a confluência dos rios Tahan and Tembiling, cujas águas são diferentes e não se misturam, uma verde e outra acastanhada. Experimentámos jantar num destes espaços flutuantes e ficamos clientes, sobretudo pela qualidade da comida. Os preços foram igualmente baixos: por um arroz chinês frito (que vem com vegetais, ovo e alguns pedaços de galinha) e um sumo natural de melancia paguei pouco mais de 2€. Ainda perdi a cabeça e pedi uma sobremesa... um crepe com chocolate que custou 1€. Um roubo, não é? ;)

Se quiser ainda mais barato, ali mesmo em frente ao restaurante, está uma das barraquinhas de rua que tem espetos de carne por 0,20 cêntimos, por exemplo. A vila de Kuala Tahan é muçulmana, por isso, não vai encontrar bares nem bebidas alcoólicas à venda facilmente (alguns dos restaurantes têm cervejas), mas as lojas chinesas têm sempre cervejas e outras bebidas com álcool para os turistas.

Brevemente mais dicas desta viagem no Viaje Comigo. Entretanto, pode ver mais imagens da viagem de duas semanas pela Malásia, no Instagram.

*Viagem organizada pela agência The Wanderlust.

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