Enquanto se mostra tão confortável com a aventura da viagem e do rafting, também confessa o desafio que é caminhar, voar, pedalar, pernoitar em certas regiões de Costa Rica. As pessoas têm outra mentalidade e é preciso termos estofo ‘de adaptação’, digamos. Mas o que é compensatório, porque ela está numa ausência de notícias infelizes como aqui vamos ouvindo à custa do confinamento. Porque ela está  a viver, a viajar. A Bia (@beatrizccaetano) está noutro modo de confinamento, especialmente estes dias: chegou a Corcovado. O ponto altíssimo do paraíso da América Central. Isto de acordo com a minha experiência e opinião.

Rafiting na Costa Rica

A propósito, então, do rafting: comprou o bilhete em Puerto Viejo (rever o primeiro artigo desta série que estamos a publicar sobre a portuguesa que deixou tudinho para trás e continua sem data para regressar) por 90 dólares que inclui a experiência, o transfer e o almoço! De Puerto Viejo seguiu para La Fortuna (na região de San Carlos). Em La Fortuna conheceu um casal suíço com quem foi às termas de La Fortuna, à noite! E como foi a Bia e o casal da Suíça? Descalça e rodeada das boas cervejas de Costa Rica. E sem luz nenhuma no regresso, em plena natureza e regressando pelas águas quentíssimas do mar.

Também se lembram que a Bia já fez bungee jumping, certo? Pois, foi em Monte Verde que literalmente ela se atirou languidamente durante 143 metros entre montanhas plenas. Por ser uma região montanhosa, apenas se espantou com a diferença da temperatura que ali faz de dia e de noite. Comparou tal situação com os nossos contrastes de verão, aqui deste lado do Atlântico. Pernoitou ali num hostel e o anfitrião assegurou que a portuguesa tivesse as melhores condições como refrescar-se num rio e jantar, tudo incluído e sem adicionar mais valor por isso.

A Bia vai narrando as aventuras e os percalços enquanto estamos nós duas divididas pelo fuso horário. Temos esta cortina do tempo que ainda torna esta escrita (e a viagem) mais encantatória. E é natural que ela se vá lembrando de acontecimentos num jorrar de emoções que vou aqui, em Portugal, montando em peças. E junto uma pitada de saudade. Sobre o jantar: massa com atum o que é muito típico e também porque convém. Sobre a gastronomia, a Bia elevou a voz em jeito de pausa e alerta: “Costa Rica é muito, muito cara (…) mesmo no supermercado”. Portanto deduzem que massa com atum e arroz com feijão se torna muito típico e conveniente.

Dali de Monte Verde foi até ao aeroporto de San José. Ela aconselha transporte privado, sem qualquer sombra de dúvida. Ou aluguer de um carro. No caso dela, calhou-lhe o veículo que apenas havia à hora tardia que conseguiu chegar ao stand: um jipe simples, mas divertido. Ela conta que estava tão cheia de fome e irritada com esse facto enquanto alugava o carro, mas a hospitalidade do senhor do rental compensou o estômago e a mente dela. Ele é que aconselhou a rota para Jacó. Imaginem a portuguesa aventureira que conduziu, sob o vento quente da América Central, de San Jose para Jacó.

O ponto seguinte foi: Manuel António. Esta é das áreas mais pretendidas pelos viajantes por causa das praias celestiais! Aí a Beatriz saiu à noite e a COVID-19 ali não existe, não por falta de noção do problema, mas sim porque não sentem qualquer sinal de pandemia. Juntou-se a este outro mundo e às geleiras de cervejas e ao reggaeton. Dançou como se não houvesse amanhã, aposto. Entre o calor e a promessa de que o dia seguinte seria um novo destino… e nisto ela fica mais pensativa: “ai já não sei que dia é hoje!”.

Sensação boa essa, “pura vida” como é lema comum em Costa Rica! Enquanto atirou a agenda ao céu, ela envia um conjunto de áudios e embala o meu pensamento com o ruído de fundo. É que a Bia narrou tudo isto agora sentada à beira das águas de Corcovado, na zona mais a Sul do país. E anota: “envio-te isto enquanto me rebentam ondas nos pés”. Não imaginam como me arrepiei enquanto ia registando esta entrevista pois o ondear do Pacífico ali no Corcovado é um distrator alucinante. Tive de parar de escrever e inspirar/expirar várias vezes. Relembrei as vezes que ali estive, pensei como lhe desejo a mesma sensação de reencontro espiritual que senti naquele sítio.

Ela está à procura de multibanco neste preciso momento, pois em Corcovado é quase impossível achar um. Isso aborreceu-a, mas ela ainda não sabe os animais selvagens que vai encontrar, a floresta mais famosa do planeta com o oceano a bailar do lado esquerdo. Aliás, Beatriz, este é o Oceano que mais combina contigo: indomável e imprevisível, mas muito bom amigo pelas calorosas sensações que providencia. Estás quase a chegar “à joia do Nilo”. Boa noite ou Bom dia, daqui de Portugal.

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