Depois de terem recomendado no seu relatório anual sobre conservação, divulgado em junho, que Veneza fosse incluída na lista do Património em risco, os assessores deste organismo da ONU decidiram dar mais tempo a Itália para tomar medidas de preservaçao do seu delicado e único ecossistema. Itália tem até dezembro de 2022.

A decisão de prolongar o prazo teve em conta a medida do governo italiano de proibir a passagem de enormes cruzeiros pela delicada lagoa de Veneza e pelo canal de Giudecca para atracar no centro histórico da cidade.

"Veneza não foi incluída na lista de Património da Humanidade em perigo. Graças às decisões do governo de bloquear a passagem de navios na praça de São Marcos e no canal de Giudecca, foi alcançado um primeiro e importante resultado", reagiu o ministro da Cultura, Dario Franceschini.

"Agora, a atenção global sobre Veneza deve continuar alta e é dever de todos trabalhar para a proteção da lagoa e identificar um caminho de desenvolvimento sustentável para esta realidade única, na qual a cultura e a indústria criativa são convocadas a desempenharem um papel protagonista", acrescentou o ministro.

Além dos danos gerados pelos cruzeiros, o comité da UNESCO apontou também que as características especiais da icónica Veneza também estavam a deteriorar-se por outros fatores.

O relatório alerta sobre o impacto do turismo em massa, reconhece que a diminuição constante da população é um problema e denuncia as deficiências na gestão da cidade, o que implicou uma perda da autenticidade histórica de Veneza.

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