A Itália proibiu os navios de cruzeiro da lagoa de Veneza no que parece ser uma medida definitiva bem-vinda pelos ativistas. Segundo o ministro da Cultura do país, Dario Franceschini, a decisão foi influenciada pelo apelo da UNESCO para conciliar o desafio de preservar a lagoa com a economia da atividade de cruzeiros.

A UNESCO ameaçou mesmo colocar Veneza na sua lista de património mundial em perigo, a menos que a Itália proibisse permanentemente os navios de cruzeiro de atracar no local.

Numa publicação no Twitter, Dario Franceschini afirmou estar "orgulhoso do compromisso".

As empresas de cruzeiros terão que retirar Veneza dos seus itinerários até que o porto industrial de Marghera seja adaptado para uso dos passageiros. No entanto, isso é visto como apenas uma solução temporária, com os ministros a pedirem ideias sobre um novo terminal permanente. Trabalhadores e empresas afetadas pelas mudanças serão indemnizados, de acordo com um comunicado do gabinete do primeiro-ministro Mario Draghi.

Os navios de cruzeiro têm atraído atenção negativa para Veneza nos últimos anos, principalmente quando um navio colidiu com um barco turístico atracado no Canal Giudecca em 2019, ferindo várias pessoas. O evento gerou protestos em toda a cidade, com muitos venezianos a pedirem a proibição total dos grandes navios de cruzeiro na lagoa. Os ativistas defendem ainda que os navios de cruzeiro causam grandes ondas que destroem as fundações da cidade e prejudicam o frágil ecossistema da sua lagoa.

Veneza foi colocada na lista do património da UNESCO em 1987 como uma "obra-prima arquitetónica extraordinária". No entanto, o órgão alertou, no mês passado, sobre a necessidade de uma "gestão do turismo mais sustentável" e considerou adicionar Veneza à sua lista de patrimónios em extinção.

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