Desde o dia 9 de junho, é possível viajar para a Europa, segundo modalidades que variam de acordo com a situação de saúde do país de origem e se os viajantes estão vacinados.

Dependendo do país de origem e do destino, o turista deve comprovar que recebeu duas doses da vacina anticovid, apresentar PCR, ou teste de antigénios, negativos, motivo imperativo que justifica a viagem e cumprir quarentena por 7 a 10 dias.

Esta heterogeneidade de condições gera preocupação e incerteza entre os viajantes.

"Um dia precisa disto, outro dia daquilo. Quando chegamos ao aeroporto, pediram-nos para preencher mais papéis, embora já tivéssemos preenchido vários formulários", suspira Brandon McDaniel, dono de uma empresa no Texas, que empreende um circuito de cinco semanas pela Europa com a família.

"Sabemos que vai custar muito caro fazer todos os testes necessários para entrar em cada país, mas se é isso que temos que fazer para poder viajar de novo, vamos fazer", diz a esposa, Crystal, uma designer.

Os Estados Unidos estão na lista de países classificados como "seguros", o que isenta os cidadãos de se submeterem a um PCR, ou um teste de antigénio, se estiverem totalmente vacinados.

"Os americanos queriam voltar há muito tempo. Em todas as pesquisas, vemos que Paris continua a ser o destino prioritário deles. Além disso, como a campanha de vacinação começou mais cedo lá, há muitos que estão vacinados, o que facilita a viagem", analisa a diretora-geral da Secretaria de Turismo de Paris, Corinne Menegaux.

Poucos turistas

Apesar da reabertura das fronteiras, o número de turistas americanos em Paris caiu 85% em relação a junho de 2019, e o número de turistas estrangeiros em geral caiu 60%, segundo a mesma fonte.

"Em 2019, recebemos 10 milhões de pessoas durante o verão. Em 2020, recebemos 2 milhões e, este ano, estimamos que ficaremos entre 4 milhões e 5 milhões", disse Menegaux.

"De momento, há poucos turistas em Paris", lamenta Denis Farias, gerente de uma loja de recordações próxima da Torre Eiffel.

"Há dois anos, na mesma época, eu tinha cinco funcionários na loja, agora estou sozinho", conta.

Mas os turistas gostam de poder desfrutar assim de Paris.

Em Madrid, os turistas descrevem uma situação diferente.

"O meu avião estava cheio", contou Luke Johnson, um estudante de Denver de 19 anos. "Queríamos ir para a Alemanha e para a Holanda, mas teríamos que ficar em quarentena", acrescentou ele, um tanto frustrado.

Para Elena Schupp, uma americana de origem hispânica de 56 anos residente na Carolina do Sul, o grande número de medidas complica as coisas. Ela e a filha saíram de Dallas rumo a Madrid.

"E as pessoas que não entendem muito de tecnologia? A minha mãe, por exemplo, não teria sido capaz de fazer isto", reclama.

Entre janeiro e abril, a Espanha recebeu 1,8 milhão de turistas estrangeiros, segundo o Instituto Nacional de Estatística. Este número está bem abaixo da meta de 45 milhões estabelecida para 2021.

De qualquer forma, o ano continuará abaixo dos níveis históricos, com 61% a menos de viajantes chineses esperados na Europa Ocidental, de acordo com a Euromonitor International.

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