Foto: Facebook.com/diocesevilareal

O bispo de Vila Real, António Azevedo, afirmou hoje que se pretende que este seja “um centenário de todos e para todos” e que as iniciativas são abertas a toda a comunidade.

O centésimo aniversário da Diocese transmontana comemora-se a 20 de abril, mas o ano jubilar arrancou a 08 de dezembro, dia da padroeira Imaculada Conceição, e prolonga-se até 08 de dezembro de 2022.

No dia de aniversário realiza-se uma eucaristia solene, com um concerto solene de órgão sinfónico, e vai ser também inaugurada a exposição “Memória Fotográfica”, no Museu do Som e da Imagem, que faz uma viagem documental por estes 100 anos.

“O nosso primeiro sentimento é de ação de graças a Deus por toda a vida que aqui foi sendo feita durante 100 anos. Teria de ser necessariamente assim”, afirmou António Azevedo.

Ao assinalar este centenário pretende-se celebrar, lembrar a história e não “deixar cair no esquecimento personalidades marcantes”, como o arcebispo de Braga Manuel Vieira de Matos que lutou pela fundação desta Diocese, bem como bispos, padres e leigos.

E estes foram 100 anos de grande transformação. Quando foi criada a Diocese de Vila Real integrou 259 paróquias que pertenciam às dioceses de Braga, Bragança e Lamego. Atualmente são 264 paróquias. Há 100 anos tinha 400 padres e hoje tem cerca de 100.

A população residente neste território, que corresponde às fronteiras do distrito de Vila Real, decresceu também, bem como os alunos que atualmente estão no seminário, que foi uma das obras “mais marcantes” deste século e chegou a ter “centenas de alunos anualmente”.

“A igreja, aqui de forma particular, criou respostas e iniciativas relativamente a algumas áreas em que era necessário”, afirmou o bispo, apontando a imprensa, com a criação de jornais regionais, bem como a educação, em que congregações, sacerdotes e leigos criaram escolas e colégios, e ainda a área social, com a fundação de lares ou creches.

Até à implementação de uma rede de cobertura universal de ensino público nos concelhos do distrito, por volta da década de 80 do século passado, a igreja foi ajudando a colmatar esta situação.

Em abril, as comemorações coincidem com a Páscoa e, dois anos depois das restrições impostas pela pandemia de covid-19, em 2022 regressam todas as celebrações com a participação dos fiéis, nomeadamente a visita pascal, embora sendo aconselhado que não se realize o tradicional beijar da cruz.

O programa do centenário tem um cariz litúrgico e religioso, mas também cultural e pretende chegar a toda a diocese.

Cada um dos oito arciprestados (Baixo Tâmega, Centro II, Centro, Douro I, Douro II, Barroso, Alto Tâmega e Terra Quente) tem um mês designado para a realização das peregrinações que podem ser familiares ou comunitárias à Sé de Vila Real, a igreja-mãe desta Diocese.

No seminário, abrirá uma outra exposição que reúne objetos e obras de arte, nomeadamente os objetos pessoais dos bispos que aqui serviram e peças de arte do próprio seminário e da Sé.

O programa inclui ainda a realização do colóquio “A criação da Diocese de Vila Real, numa parceria com a Universidade Católica Portuguesa, e tertúlias descentralizadas pelas vilas e cidades do distrito.

Serão ainda realizados vários concertos pela Orquestra do Norte, o Coro Câmara D’Ouro e pelo órgão sinfónico com 2.180 tubos da Sé que terá a sua programação reforçada.

O lema deste centenário é “Criar Raízes”, inspirado no Papa Francisco, e, segundo António Azevedo, lembra que para que as pessoas e as instituições cresçam “é importante que tenham raízes sólidas”.

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