Numa resposta enviada à Lusa, fonte da Inatel avançou que a fundação é já detentora do selo “Clean & Safe” do Turismo de Portugal, pretendendo, além de salvaguardar a segurança de todos, “contribuir para a recuperação da economia nacional”.

O selo, que é 100% digital, gratuito e válido até 30 de abril de 2021, exige a implementação de um protocolo interno que, de acordo com as recomendações da Direção-Geral da Saúde, deve assegurar o distanciamento social e a higienização necessária para evitar riscos de contágio e garantir os procedimentos seguros para o funcionamento das atividades turísticas.

O Governo permitiu a reabertura dos parques de campismo a partir de 18 de maio, uma decisão anunciada no dia 15 após o Conselho de Ministros, impondo a restrição a dois terços da lotação e atendendo às orientações da Direção-Geral da Saúde no âmbito do combate à propagação da covid-19.

De acordo com a mesma nota, e tendo em conta o quadro da sua missão social, as unidades hoteleiras da Fundação Inatel vão “manter-se disponíveis para situações de emergência no âmbito do despacho n.º 3659-D/2020 do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social”.

Em 16 de maio, a Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal e a Associação de Parques de Campismo do Alentejo e Algarve indicaram ter elaborado um guia de boas práticas para os parques.

Em comunicado, avançaram ainda que, como forma de "reforçar a confiança na utilização dos parques de campismo e áreas de serviço para autocaravanas", o Turismo de Portugal disponibilizou a atribuição do selo "Clean & Safe".

Esta certificação "exige a implementação de um protocolo interno que assegure as medidas de higienização e distanciamento social de combate aos riscos de contágio da covid-19, garantindo assim as melhores condições de segurança para o funcionamento" destes serviços.

Os parques de campismo no Algarve começaram a abrir ao público com os cuidados exigidos pelas normas de segurança para combater a pandemia de covid-19, mas cientes de que este deverá ser um verão mais fraco.

Os três parques da Orbitur na região já estão a funcionar desde 20 de maio, enquanto os 15 pertencentes à Associação dos Parques de Campismo do Alentejo e Algarve só abrirão portas em 25 de maio.

A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal considerou que a limitação a dois terços na ocupação das áreas de campismo e caravanismo, imposta na reabertura do setor, pode ser fatal para muitas empresas, perspetivando uma queda “muito acentuada no negócio”.

Em declarações à Lusa, Beatriz Santos, presidente do Setor do Campismo, Caravanismo, Hotelaria de Ar Livre, Parques Temáticos e Espaços de Animação Turística da associação, explicou que “rapidamente foram tomadas medidas” por parte dos empresários para serem cumpridos os requisitos e garantir todas as condições de segurança sanitária, para os clientes e para os trabalhadores.

“É evidente que retomar agora a atividade com uma restrição a dois terços da lotação pode ser fatal para muitas das empresas do setor. Mas, mantemos a esperança de que possa haver condições para que esta restrição seja, entretanto, levantada”, disse a responsável.

Desta forma, considerou, poder-se-ia “travar o risco de insolvências a curto prazo, sobretudo das microempresas”, exemplificando com os parques até 5.000 metros quadrados, com capacidade habitual inferior a 100 pessoas

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