O grupo de ilhas de Bougainville, no Pacífico, está a caminho de se tornar o país mais novo do mundo depois dos moradores terem votado pela independência da Papua Nova Guiné num referendo histórico, no dia 11 de dezembro de 2019. Quase 177 mil eleitores (98%) votaram pela autonomia total relativamente à Papua Nova Guiné, país com o qual mantiveram guerra durante nove anos. No acordo de paz ratificado há quase duas décadas, ficou decidido que haveria um referendo pela independência. O referendo embora autorizado pelo Governo, não é vinculativo. Embora o resultado não torne Bougainville automaticamente independente - é necessário negociar termos complexos de separação primeiro - significa que muito provavelmente o grupo de ilhas se tornará o 194º membro das Nações Unidas.

Bougainville é uma região autónoma no Mar Salomão, composta por ilhas e atóis vulcânicos a cerca de 1400 km ao norte de Queensland, na Austrália e a 965 km a leste da Papua Nova Guiné continental. Tem 9000 quilómetros quadrados -  aproximadamente a metade do tamanho de Fiji - e uma população de 236 mil pessoas. As duas maiores ilhas são Ilha Bougainville e Ilha Buka. O nome deve-se a Louis-Antoine de Bougainville, um explorador e navegador francês. O turismo é uma área em desenvolvimento e não existem hotéis de luxo, nem boas ligações de Wi-Fi e as caixas ATM são muito limitadas. A moeda local, por enquanto, é a kina, sendo que 10 kina equivalem a cerca de 2,65 euros.

A cidade de Buka é a capital administrativa e a mais desenvolvida, com lojas, bares e alojamentos. Serve essencialmente como ponto de partida para a Ilha Bougainville, para onde as empresas locais de barcos levam os turistas por uma pequena taxa.

A Ilha Bougainville é a principal atração a nível de beleza natural e, segundo a Lonely Planet, tem potencial para se tornar um destino de ecoturismo, com florestas densas, lagoas cristalinas, quedas de água, cavernas, praias e montanhas. A  melhor forma de chegar à região é de barco a partir das Ilhas Salomão. Os barcos estão disponíveis nas Ilhas Shortland e é necessário passar pela alfândega, como faria em qualquer outra fronteira. Outra opção, é chegar a Bougainville a partir da  Papua Nova Guiné, sendo que, atualmente, não há fronteiras rígidas.

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