“Em Portugal, só há dois museus do presépio, mas com exposições privadas ou de igrejas e com peças artísticas”, afirmou à agência Lusa Rui Costa, sublinhando a importância do Museu do Presépio de Alenquer no panorama nacional.

O museu tem um núcleo dedicado à exposição permanente de presépios de vários períodos da história paradigmáticos.

Entre os vários elementos expositivos, destacam-se presépios dos séculos XVIII a XX cedidos pelo Museu Nacional de Arte Antiga, pertencentes a diferentes escolas artísticas, como os presépios construídos dentro de caixas de madeira e vidro do escultor Barros Laboram, contemporâneos dos construídos por Machado de Castro.

Da exposição permanente, fazem também presépios históricos de ceramistas de renome, como Herculano Dias, Alberto Miguel ou José Franco e outros de artistas e artesãos contemporâneos, como Delfim Manuel, adquiridos pelo município.

Um outro núcleo museológico é dedicado à ligação histórica de Alenquer ao presépio, explorando a geografia da própria vila, à chegada dos franciscanos a Portugal e a Alenquer, à exposição do primeiro presépio encontrado no país, precisamente na Quinta de Santa Catarina da Carnota, em Alenquer, no século XVI, com dezenas de figuras superiores a 60 centímetros.

Do mesmo presépio existiam fragmentos expostos no Museu Nacional de Arte Antiga agora cedidos ao Museu do Presépio de Alenquer.

A exposição permanente explora ainda a história das cheias de 1967 em Alenquer, do presépio monumental de Alenquer e as tradições do cantar e pintar dos reis existentes neste concelho do distrito de Lisboa.

Desde 1968 que o presépio é montado na colina da vila, após as cheias ocorridas em 1967, que provocaram danos em Alenquer e quase 50 mortos no concelho.

A montagem do presépio na encosta levou à denominação de ‘vila presépio’, tendo em conta a imponência das figuras, que chegam aos seis metros de altura.

Da reserva do acervo museológico fazem parte “dezenas de presépios”, mas apenas 16 estão em exposição.

O projeto resulta de um investimento de 600 mil euros em obras de reabilitação da antiga Escola Conde Ferreira e em trabalhos de museologia e aquisição de peças expositivas.

Com este museu, a autarquia pretende “divulgar o concelho e atrair visitantes à vila fora do período do Natal”, disse o vice-presidente.

Ao lado do museu, o município está a proceder a obras de reabilitação em oito imóveis, que vão dar lugar a uma terceira sala do museu para exposições temporárias de presépios construídos a partir de vários materiais de artistas nacionais e internacionais.

A inauguração do museu insere-se no programa de Natal “Alenquer, Presépio de Portugal 2021”, que arranca no dia 30 com a inauguração do tradicional presépio na encosta da vila e um espetáculo de fogo de artifício e música.

Com um investimento de 200 mil euros e 25 mil visitantes esperados, o programa integra a Aldeia do Pai Natal, com a Casa do Pai Natal, a Oficina dos Brinquedos, a Casa das Guloseimas e mini-roda, espaço infantil, com trampolins, insufláveis, pinturas faciais e outras brincadeiras, concertos e contos de Natal, visitas guiadas ao presépio, exposições de presépios, carrossel mágico ao estilo parisiense, teatro, mercado de rua e mercearia de Natal e animações de rua.

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