Bilhete-postal enviado por Sofia Ferreira

O lento navegar das gôndolas pelos canais, as pitorescas pontes a ligar os distritos, o emaranhado de ruas a dividir a cidade numa teia, as majestosas fachadas a ladearem o gran canal e as luxuosas máscaras que decoram montras a cada passo. Veneza está repleta em cada canto e recanto de romantismo e, como não poderia deixar de ser, a história que marcou esta viagem (e a minha vida para sempre) é de amor… Como além de apaixonados um pelo outro, somos apaixonados por viagens, decidimos, depois de 5 anos de namoro, que estava na hora de conhecer la Sereníssima e juntos desvendarmos os seus segredos.

Veneza tem mil encantos, mas há algo que ninguém pode deixar de fazer quando a visita: o icónico passeio de gôndola. Ficou desde logo decidido que o deixaríamos para último, depois de conhecer os principais pontos turísticos e calcorrear grande parte da cidade, esta seria a forma de vermos além da máscara. Dentro do espetáculo que é o passeio, há um outro que inclui o esgrimir de argumentos dos gondoleiros a tentar convencer os turistas para serem os escolhidos. Desde a decoração da embarcação (umas mais faustosas do que outras) à promessa de roteiros inesperados e repletos de histórias únicas, os venezianos tentam conquistar quem passa. Pensava que deveríamos dedicar algum tempo à escolha do gondoleiro, queria ver em plena ação o charme italiano. Mas o meu namorado disse que já não tínhamos tempo a perder e escolheu o primeiro que apareceu. Acabamos por ter muita sorte: tivemos direito a um gondoleiro que fez questão de nos dar a conhecer uma outra camada da belíssima Veneza. Já tínhamos conhecido grande parte da cidade, mas a visita de gôndola deu-nos uma diferente perspetiva da cidade.

Estávamos quase a terminar quando de uma simples e tão bonita ponte, alguém desdobra um tecido onde estava escrito “Sofia, queres casar comigo?”, estava inebriada pelas emoções a tentar perceber se a Sofia (ainda para mais portuguesa) era mesmo eu quando inúmeras pétalas de rosas caem sobre a embarcação e o gondoleiro abre uma garrafa de champanhe. Não havia dúvida, o nosso gondoleiro não tinha sido uma escolha ao acaso, mas parte de um plano intrincado para um pedido de casamento que me derreteu o coração. Claro que depois de ouvir um emocionado “quero conhecer o mundo a viajar, mas só faz sentido contigo a meu lado!”. A resposta só poderia ser um sonoro SIIIIIIIM que ecoou pelo canal! Sem dúvida, uma viagem para contar vezes sem conta aos filhos e aos netos!

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