Em antecipação, Ana Mendes Godinho explicou à agência Lusa que a iniciativa “Open Kitchen Labs”, cria uma “antecâmara de testes” usando recursos públicos e que são disponibilizados a todos.

“As escolas abrem as suas portas para as comunidades”, resumiu a governante, recordando que nas cozinhas os empreendedores podem reduzir “uma parte difícil no seu percurso, que muitas vezes é encontrar espaços para fazerem testes”.

Além das cozinhas, as escolas também vão permitir que sejam feitas marcações para os seus restaurantes, o que até aqui não era possível fazer.

A ideia dos “Open Kitchen Labs" resultou do “permanente contágio e diálogo com as startups”, que davam conta da dificuldade em encontrar espaços para experimentarem, relatou Ana Mendes Godinho.

“É muito engraçado aprendermos com as dificuldades, e imensas startups sinalizavam estas dificuldades em testar produtos, em ter um espaço para conseguir, por exemplo, usar uma máquina de embalar ou máquina de cozedura”, notou.

A governante referiu como estas empresas ligadas à inovação tinham como única alternativa solicitar aos proprietários o uso dos seus restaurantes, a meio da noite, quando estes estavam encerrados ao público.

Com o novo projeto, as escolas de turismo perceberam uma “forma de serem cada vez mais úteis para a comunidade, mas também de ganharem com a inovação”.

“Estes novos produtos, estes novos empreendedores que vêm às escolas são também uma forma das escolas se obrigarem a inovar cada vez mais”, resumiu.

O “Open Kitchen Labs” permite o uso das instalações e equipamentos das cozinhas e restaurantes das escolas para, além de testes, promover produtos e negócios, nomeadamente através de ‘workshops’, sessões de demonstração, organização de palestras e seminários.

O projeto permite também a divulgação e promoção das atividades através dos portais das escolas ou Facebook.

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