Nada une mais pessoas de origens diferentes do que a música e, embora certas línguas e géneros tenham dominado o cenário musical mais do que outros, o intercâmbio musical entre países e culturas continua a ter uma enorme influência sobre o que ouvimos atualmente.

O Medimops, o maior serviço online da Europa no que diz respeito ao mercado de discos usados ​​e CDs, realizou recentemente um estudo que determina quais são os países mais influentes no mundo da música. Portugal não conta na lista.

Para conduzir este estudo, foi necessário entender como a influência musical mudou e evoluiu ao longo das décadas. Naturalmente, o advento da música clássica europeia continua a exercer a maior influência sobre a música até aos dias. No entanto, foi somente quando a música de outros continentes incorporou batidas africanas e melodias europeias num caldeirão cultural de sons locais e globais, que o conceito do que percebemos como música moderna realmente começou a tomar forma.

O intercâmbio musical aumentou rapidamente no século XX devido aos avanços tecnológicos, como a invenção do rádio, da televisão e, mais recentemente, da internet, que permitiu que sons e géneros transcendessem a localização e atingissem o público nas áreas mais remotas do globo .

Dada esta convergência histórica de sons locais e globais, determinar a influência musical não é uma tarefa fácil. No entanto, os serviços de streaming modernos tornaram possível medi-la de forma mais concreta do que nunca. Ter acesso a esses dados, no entanto, não é suficiente para determinar a influência, por isso é necessário descobrir não apenas a origem dos artistas mais populares do mundo, mas também onde, a que distância e quanto sua música estava a ser ouvida fora do seu país de origem.

O Medimops identificou os artistas mais tocados em todo o mundo e determinou a sua popularidade em outros países em várias plataformas de música, como Spotify, Youtube, iTunes y Apple Music. Em seguida, foi recolhido o número de artistas mundialmente renomados nascidos em cada país, abrangendo desde músicos clássicos como Bach até artistas modernos como Beyoncé. Para adicionar mais contexto histórico, foi consultado um estudo etnomusicológico sobre a singularidade dos sons locais, identificando como os estilos de música tradicional e folclórica de cada país eram distintos dos outros.

Também foram analisadas a infraestruturas musicais de cada país, desde o número de escolas de música e grandes gravadoras até a percentagem de pessoas que trabalham na indústria musical. Para determinar a demanda local e o suporte para música ao vivo, foi investigado o quão popular aquele país foi como um destino para grandes tours e concertos de artistas nos últimos cinco anos.

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