O que será que vai mudar nas nossas viagens? Numa altura em que a Europa começa a desconfinar e que já podemos voltar a pensar nisso, estes são tópicos em cima da mesa.

Equipamento de proteção individual

Também conhecido como “o novo normal”, todos sabemos que é muito provável que, durante os próximos tempos, tenhamos que nos fazer acompanhar sempre da nossa máscara individual, álcool em gel e luvas. Sendo agora obrigatório em todos os espaços fechados, parece-me espectável que tenhamos que os usar em vários momentos das nossas viagens, tendo sido já confirmado como obrigatório pelo governo para todas as viagens de avião.

O regresso do certificado de profilaxia

Há uns tempos era comum termos que viajar com aquele livretezinho amarelo, uma espécie de apêndice ao Boletim de Vacinas, que comprovava a nossa profilaxia de vacinação, um requisito de entrada e circulação em determinados territórios. Em tempos recentes, esse boletim caiu em desuso, mas prevê-se que iremos ter que voltar a viajar com uma coisa dessas, ou para a prova de vacina (quando a houver), ou para garantia de um teste serológico positivo... o que será, ainda não se sabe, mas é algo que tem estado em cima da mesa.

COVID-19: O que vai mudar nas nossas viagens?
créditos: Unsplash

Novos protocolos de segurança em trânsito

Outra coisa que me parece que venha a ser massivamente implementada é o controlo de segurança nos maiores locais de trânsito de passageiros, como os aeroportos. Desde medidas de temperatura (por câmara ou pistola), verificação de um cartão de imunidade ou do certificado de profilaxia, zonas de isolamento, marcações para assegurarem o distanciamento obrigatório. A isto, acresce, claro, o tempo de chegada antes de um voo por exemplo, visto haverem mais medidas e verificações, aumenta também o tempo necessário para tais procedimentos poderem ocorrer.

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Seguros de viagem – passarão a ser obrigatórios?

Uma das grandes dúvidas é se irá ser obrigatório o seguro de viagem, que cubra as despesas em caso de COVID-19 positivo, ou até uma possível quarentena obrigatória. Muitos países passaram a pedir obrigatoriedade de isolamento profilático ou quarentena à chegada, por vezes por conta da própria pessoa – será que em casos suspeitos, um seguro de viagem poderá vir a cobrir estas despesas?

A morte do couchsurfing?

Para mim, das consequências mais tristes, mas temporariamente prováveis. Esta semana recebi a mensagem da plataforma em como, face à pandemia, teriam que passar a cobrar uma taxa mensal ou anual aos utilizadores, isto para manter a plataforma ativa. O problema é que com tanta regra do distanciamento social, das novas regras de higiene e segurança, de parte a parte pode haver algum receio de receber ou ser recebido, e mais ainda de pagar uma taxa mensal e / ou anual sem saber ao certo como se irá usufruir dela agora.

A preferência por alojamento em hotéis

Em contrapartida, os hotéis podem ver o regresso dos viajantes perdidos, exatamente pelos mesmos pontos que referi acima. A segurança do espaço privado, e uma garantia de higiene podem assegurar muitos viajantes, que farão desta a escolha de eleição de alojamento nas próximas.

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O selo “Clean&Safe” do Turismo de Portugal

O Turismo de Portugal criou o selo “Clean&Safe”, que reconhece as empresas do setor do Turismo e exige a implementação nas empresas de um protocolo interno que, de acordo com as recomendações da Direcção-Geral da Saúde, assegura a higienização necessária para evitar riscos de contágio e garante os procedimentos seguros para o funcionamento das actividades turísticas.

O objetivo é não só transmitir às empresas informação sobre as medidas mínimas necessárias de higiene e limpeza dos estabelecimentos, mas também de promover Portugal como destino seguro do ponto de vista de cuidados com a propagação do vírus, com uma actuação coordenada por parte de todas as empresas do sector.

O regresso do “vá para fora cá dentro”

Seguindo à boleia do selo criado pelo Turismo de Portugal, o que esperamos é um boom de redescoberta do que é nosso. Muitos profissionais do sector ajudam a impulsionar este movimento, como é o caso dos 48 bloggers de viagem da Associação de Bloggers de Viagem Portugueses, que se uniram para partir à descoberta do nosso país e ajudar a divulgar o melhor que há em todos os 18 distritos de Portugal.

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