Inovar e agradar nem sempre são tarefa fácil. E, tal como na moda, no mundo da hotelaria existem tendências que, anos mais tarde, nos arrependemos de ter seguido. Algumas ainda estão “em vigor” em muitos hotéis, outras, o tempo matou. Descubra algumas das tendências mais questionáveis do mundo da hotelaria nas últimas décadas.

Glamping

A tendência de acampar com glamour surgiu em 2005.  Os amantes do luxo a partir daí passaram a ter a oportunidade de ter uma experiência no meio da natureza. Mas há quem considere que o “glamping” nada tem a ver com o significado de camping (acampar). Para muitos, este conceito é contrário ao propósito de acampar.  Já o site Robb Report, revista americana de lifestyle e luxo, não é critica a experiência, mas sim o termo. A revista espera que glamping não se torne parte oficial da língua inglesa como, por exemplo, selfie.

Telefone na casa de banho

Nos anos 70, o telefone na casa de banho era considerado um luxo - tanto que ainda hoje a revista Forbes, por exemplo, continua a ter em conta esta comodidade em qualquer propriedade que procura ter cinco estrelas. Mas os tempos mudaram: as sondagens mostram que 75% dos hóspedes leva o smartphone para a casa de banho. Este item acaba por ser dispensável.

Cartão- chave

Sobre o "cartão-chave" já falámos. Quem nunca teve problemas a entrar no quarto devido ao cartão?  É que muitas vezes os cartões não estão bem programados  ou são desmagnetizados por acidente. Para remediar esta situação, muitos hotéis estão a instalar fechaduras controladas pelos smartphones dos hóspedes. Não seria mais fácil voltar à fechadura e à chave tradicional?

Mega-resort

A era dos mega-resorts começou em Las Vegas, altura que o Atlantic City percebeu que precisava mais do que jogos para manter a sua estabilidade. Nesta época, também o MGM Grand inaugurou um hotel com 2.084 quartos. A tendência seguiu em Macau, Orlando, Dubai e depois Caribe com o tudo-incluído a procurar agradar todos os bolsos. Atualmente, a tendência segue a direção oposta com os hotéis boutiques: mais focados na qualidade do serviço que os viajantes procuram. No final, a qualidade é o mais importante.

Mega- resorts
créditos: Pixabay

Obsessão com a tecnologia

Estarão as aplicações, os robots e outros gadgets a ajudar os viajantes ou a isolá-los? Há cada vez mais hotéis a recorrer aos avanços tecnológicos para melhorar os seus serviços e a dar resposta a um público cada vez mais exigente e “conectado”. Na capital do país, há o hotel Evolution que oferece a possibilidade aos hóspedes de controlar as cortinas, as luzes, a televisão do quarto com o comando ou smartphone. Neste hotel, existem quioques que permitem ao hóspede fazer o check-in sozinho e à sua medida. É inovador e dá aos hóspedes maior autonomia. Mas e se as pessoas viajam para enriquecer a experiência de conhecer novas pessoas? E a ideia de luxo não se relaciona com o toque humano? 

Toalhas dobradas em forma de animais

Esta moda vingou - e continua "em vigor" - no Caribe e no México. A tendência nasceu durante a década de 70 com o Carnival Cruises, que deixava as toalhas dobradas em forma de cisnes ou elefantes em cima da cama dos passageiros. A ideia era que os hóspedes se sentissem especiais, no entanto, acabava também por ser um pouco assustador (e nem todos temos os mesmos gostos).

Promoção nas redes sociais

Também já falámos sobre a prática de partilhar as férias nas redes sociais, que, muitas vezes, nos impede de experienciar o momento a 100%. Por exemplo, não apreciamos a 100% um magnífico pôr-do-sol, porque o queremos partilhar com os nossos amigos e familiares através das redes sociais. A culpa, no entanto, não é só dos viajantes. Os novos hábitos são também estimulados pelos próprios hotéis e agências de turismo que, várias vezes, encorajam este comportamento ao promoverem hashtags que se os hóspedes utilizarem ficam habilitados a ganhar uma estadia, a ter descontos, etc…

Lista de almofadas

E porque não manter as coisas simples? Esta tendência - de oferecer uma lista com almofadas "chiques" para o hóspede escolher -, nasceu com o Cotton House Resort, em Mustique. Não será mais fácil oferecer almofadas com qualidade e limpas logo em cima da cama?

Canal de televisão do hotel

O que acham da ideia de um canal de televisão com informação sobre o hotel acompanhada de música de elevador? Assim, sempre que ligarem a televisão, ela regressa a esse canal. Qualquer hóspede considera isto uma má ideia, especialmente porque, muitas vezes, é difícil encontrar um canal que se goste. Quem vai querer repetir o processo sempre que desliga a televisão?

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