O ponto de partida para a descoberta do património de Freixo de Numão é o Museu da Casa Grande.

É um magnifico solar do século XVIII. Uma casa em pedra, com capela privativa e com um enorme brasão na fachada do segundo piso. É de estilo barroco. Foi sinal da glória e da ostentação da nobreza. O mesmo sucedeu em outras casas apalaçadas da então sede de concelho, no século XVIII.

A Casa Grande entrou depois em decadência e esteve em ruína no século passado. A Associação Cultural, Desportiva e Recreativa de Freixo de Numão o adquiriu o solar e transformou-o num espaço museológico.

O Museu da Casa Grande faz parte da rede nacional de museus e é constituído por dois núcleos. Um é de etnografia com muitos objectos que retratam a cultura e a economia local muito associada à pastorícia, ao vinho, ao azeite e à amêndoa.

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Acervo arqueológico do Museu créditos: Who Trips

O outro núcleo é de arqueologia. Tem um acervo muito diverso. As peças foram recolhidas nos trabalhos arqueológicos realizados num número significativo de locais.

Ao todo há 15 lugares musealizados e a maioria são de sítios arqueológicos. Numa visita breve Paulo Moutinho, que trabalha no Museu e é membro da Associação, destaca Castelo Velho e Prazo.

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Menir no Prazo créditos: Who Trips

Castelo Velho é um sitio arqueológico pré-histórico e com um interessante miradouro. “O Prazo oferece uma maior janela temporal porque tem ocupação desde a pré-história aos romanos e à época medieval. É também um lugar fantástico e nível paisagístico”.

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Vista do Prazo a partir da estrada créditos: Who Trips

Na verdade, quando seguimos a estrada estreita que circunda o vale onde está o sitio arqueológico o olhar perde a orientação. Uma vezes fica focado nas construções de pedra, outras vezes fica fascinado com a vista soberba e um imane horizonte.

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Ruínas do Prazo créditos: Who Trips

Os achados arqueológicos mais antigos são do Neolítico e os que são mais visíveis pertencem à ocupação romana.

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O Prazo e a magnifica paisagem entre o Douro e o Côa créditos: Who Trips

O esforço de preservar e valorizar estes sítios arqueológicos criou acessibilidades a quase todos eles. De carro ou em percursos pedestres. Na Casa Grande há informação sobre os sítios e no exterior há sinalética.

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Ruínas do Prazo créditos: Who Trips

Curiosamente, o sítio arqueológico mais acessível é no quintal da Casa Grande Na limpeza do espaço exterior encontraram ruínas romanas e medievais.
Em 2005, a Associação, que foi constituída com o objectivo de valorizar o património local, ficou ainda com outro edifício. É o núcleo da Casa do Moutinho dedicado à etnografia e a apoio à investigação com arquivo e centro documental.

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Igreja de Freixo de Numão créditos: Who Trips

A rede local de museus e sítios arqueológicos não ofusca a vila que também merece uma visita. Em particular, o largo do pelourinho.

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Largo do Pelourinho créditos: Who Trips

Surpreende os visitantes pelo património arquitectónico manter a traça original e estar bem preservado.

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Paulo Moutinho trabalha no Museu da Casa Grande créditos: Who Trips

Freixo de Numão a Prazo faz parte do programa da Antena1 Vou Ali e Já Venho e pode ouvir aqui.

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