Quero muito um dia visitar Omã, porquê? Foquei-me na história de uma colega de Universidade que experienciou Omã como quem saboreia uma tangerina em tempo de Inverno. Ao início parece agridoce, depois ingere-se e faz bem ao sangue! Omã é aquele país que situo entre camelos, desertos e pessoas mal-humoradas. Atenção, não é uma crítica inteira, é uma perspetiva e que me faz querer voar até lá, já em breve, e perceber aquele Médio Oriente.

Deve ser deliciosamente aterrador ‘aterrar’ entre fronteiras exóticas e tão perigosas como o Iémen e a Arábia Saudita. Mas pode viajar para Omã pois é um país extremamente seguro, siga quem o sabe e não o sensacionalismo noticioso. Primeiro impacto: o aeroporto, prepare-se, é uma desorganização que deixa o turista surdo. Tem corredores de pessoas de várias nacionalidades e a Mariana lembrou-se do Martim Moniz no melhor sentido possível: “Martim Moniz é como Lisboa, esqueçam!”.

Vamos pensar como nos vestir (na rua e na praia!) neste país de contrastes. Confesso que sou fascinada por pensar que tenho de vestir todo o meu corpo tal como as nativas, não só por respeito, mas por compreensão cultural. Quem vê o meu instagram, vai considerar esta uma não-verdade. Pois, mas é verdade! Fi-lo já noutros lugares do Médio-Oriente e senti-me exótica mesmo com 45 graus e ficando com a miopia aumentada porque mal conseguia ver através de véus e abayas emprestadas. Por sorte não dei uma queda em mesquitas e afins.

É como um jogo de identidades, um alargamento psicológico que na verdade é o significado de quem viaja. Ora pense, quando viaja qual é o seu resultado pretendido? Ou um descanso 100% de barriga para o ar, ao sol; ou uma bagagem imensa de cultura e de contratempos que o farão marcar rapidamente a próxima escalada. Algo muito interessante e hoje foco-me neste segundo impacto: o aroma. Como cheiram bem as roupas deles, mesmo as que preparam para os turistas poderem visitar os templos. Um perfume a rosas e a árvores. Algo que emociona. E mais; homens e mulheres cheiram da mesma forma.

E ainda, sobre temperaturas, Omã é árido e é isso que espero encontrar quando lá chegar. Não busco a sensação de embate que a Mariana Costenla (@costenlamariana) ‘engoliu’ na sua primeira vez ao aportar no país. A abarrotar de calor desavindo. Ela foi para lá na função de dietista e surpreendeu-se rigorosamente com a dieta alimentar do país. Mas não foi para lá com a mania das dietas cheias de ideias Kardashian. Ela própria defende que importa educar hábitos sobretudo, ali, das mulheres. E não teve nunca o espírito pasmado de influencer que coloca uma foto diária com sumos de sabores terríveis, mas sorridente sempre para o post. Bem, mas sobre o que comer e ver comer em Omã, deixamos para o próximo artigo. Vamos ficar a inalar este lugar seguro e de vento quente do Médio Oriente.

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