A Rainha Isabel II é a chefe de estado mais viajada de toda a história. Desde sua ascensão ao trono, em 1952, visitou 110 países, na maioria das vezes como soberana do Reino Unido mas pelo menos duas ocasiões também como Rainha do Canadá (em 1957 e 1959) e em ambas o destino foi os Estados Unidos - onde foi recebida pelo presidente Dwight D. Eisenhower.

Em todas estas visitas nunca precisou de mostrar o documento. E a principal razão não é por ser facilmente identificável. O passaporte britânico é requerido em nome de Sua Majestade, logo é desnecessário que a Rainha tenha um em sua posse. A primeira página do documento inclui o brasão real, juntamente com a seguinte declaração: "O Secretário de Estado de Sua Majestade Britânica solicita e requer, em nome de Sua Majestade, a todos aqueles a quem possa interessar, permitir que o portador passe livremente sem impedimentos e dê ao portador a assistência e a proteção que possam ser necessários". Todos os outros membros da família real precisam do documento.​

A primeira viagem internacional como monarca foi em novembro de 1953, uma visita de dois dias ao Panamá, e a última foi em junho de 2015, quando esteve três dias na Alemanha. Daí para a frente, a mãe do príncipe Carlos "reformou-se" das viagens internacionais e delegou a tarefa no filho, o herdeiro número um do trono.​

Apesar de já ter viajado um pouco por todos os cantos da Terra, o país mais visitado pela monarca foi o Canadá. Isabel II fez 22 visitas oficiais a este país, acompanhada pelo marido, Filipe, Duque de Edimburgo ou pela filha, a princesa Anne.​

As visitas da rainha inglesa a Portugal estão longe de chegar ao número do Canadá. Ainda assim, Isabel II visitou Portugal por duas vezes. Na primeira, em 1957, a rainha ficou por terras lusitanas quatro dias e o anfitrião foi Francisco Craveiro Lopes, que foi Presidente da República entre 1951 e 1958. Na segunda vez, em 1985, Isabel II regressou e foi recebida por António Ramalho Eanes. Nesta visita, a rainha ficou por cá cinco dias.​

Nestas visitas oficiais, Isabel II levava sempre consigo um alimento específico. De acordo com Darren McGrady, antigo chef da monarca, que trabalhou para a casa real durante 15 anos, gostava de comer bolo de chocolate e biscuit. Hoje em dia, quando vai para o castelo de Windsor, o cozinheiro tem sempre o cuidado de confecionar o bolo. “Come uma pequena fatia todos os dias” , referiu McGrady à revista RecipesPlus, explicando ainda que ninguém deve tocar no bolo, porque se faltar uma fatia a rainha vai reparar.​

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