A Cidade Proibida é o complexo arquitectónico mais emblemático de toda China e representa ainda hoje um centro simbólico do mundo chinês. Por tudo isto, cremos que precisa pelo menos um dia inteiro de visita para apreender alguma da riqueza histórica e absorver a beleza arquitectónica deste sítio, bem como parte do espírito que reina em todo o complexo.

O que é a Cidade Proibida? Este é o maior complexo de palácios do mundo cobrindo uma superfície de cerca de 74 hectares, hoje em dia é oficialmente reconhecido como Palácio-Museu (Gugong) e está aberto ao público desde 1949.

Porém, durante muito tempo, como o nome sugere, foi uma cidade à parte, onde viviam os membros da corte imperial e os seus dignitários até à abdicação em 1912. Para termos uma ideia, estima-se que no século 18, nos tempos áureos dos imperadores da dinastia Qing, cerca de 10 mil pessoas terão vivido e trabalhado nos seus compartimentos.

Este ex-líbris da arquitetura imperial foi mandado construir pelo imperador Yongle, o imperador da dinastia Ming que transferiu o trono imperial de Nanquim para Pequim. Isso motivou um novo planeamento urbano que contemplou um série de construções cujo objectivo era tornar a capital imperial num reflexo da ordem celeste e do mandato divino do imperador. Isto é bem claro com a construção da Cidade Proibida no centro, ladeada por altares e templos que representavam essa ordem, como o a Altar do Sol, ou o Altar da Lua.

A construção da Cidade Proibida durou 14 anos entre 1406 e 1420. Um projeto destas dimensões naquela altura necessitava de imensa mão-de-obra e crê-se, de facto, que mais de 200 mil homens tenham sido postos a trabalhar no projeto. Só para o transporte da madeira, que vinha da província de Sichuan, e da pedra, proveniente de Fangshan, a cerca de 70 quilómetros, foi necessário montar uma complexa organização. Por exemplo, no caso da pedra: ela foi levada para a cidade proibida através de uma engenhosa técnica de engenharia, que envolveu a criação de uma via artificial de gelo, em pleno Inverno, nas estradas que ligavam ao centro da cidade, sendo o caminho lubrificado com água à medida que os trenós passavam carregados de pedras.

O resultado final está, felizmente, hoje bem preservado e à vista de todos. Para além da beleza e da harmonia de todo o complexo, visitar a Cidade Proibida permite também apreender muito sobre o ritual e a cultura cortesã da China imperial, que tem neste espaço o seu auge.

Ficou com vontade de conhecer este destino? Pode descarregar este guia da cidade para o ajudar na viagem.

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