Os comissários de bordo são treinados para fazerem manobras de emergência, quando algum passageiro se sente mal durante um voo, mas isso pode não ser suficiente. Em caso de alguém morrer durante o voo, é a equipa que vai decidir o que fazer com o corpo, uma vez que a maioria das companhias aéreas não tem um guia sobre o que fazer neste tipo de situação.

Além disso, legalmente não é possível declarar a morte do passageiro, pois apenas um médico pode dizer se está efetivamente morto. Embora não possa ser declarado morto até ser avaliado por um médico, na prática, num dado momento os comissários de bordo saberão que a pessoa morreu.

Quando isso acontece, geralmente, o corpo é levado para alguma fila com assentos vazios e fica lá, coberto, até a aterragem. O problema é quando o avião está cheio: nesses casos, o passageiro morto fica no seu lugar de origem, com um cobertor sobre o corpo, até que o avião chegue ao destino.

Em 2004, o jornal The Guardian revelou que alguns aviões da Singapore Airlines tinham um compartimento especial para colocar passageiros que morressem durante o voo. Na altura, a companhia aérea tinha voos de 18 horas e de 17 horas, mas os compartimentos nunca chegaram a ser utilizados.

Por uma questão de respeito à pessoa que morreu, ela também não pode ser levada para a casa de banho. Como não ia ter cinto de segurança, poderia acabar no chão durante a aterragem. E como as portas das casas de banho abrem para dentro, o corpo acabaria por ficar preso lá dentro, sendo necessário desmontar a porta para o retirar.

Assim, a pessoa deve continuar sentada normalmente, coberta com um cobertor, até o avião aterrar e ser declarada morta.

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