Parecem desafiar as leis da gravidade e da arquitetura, perfeitamente integrados na paisagem entre as montanhas Pindo, na Grécia central, estes mosteiros constituem um complexo ao qual se chamou Metéora, em grego Μετέωρα, que se significa "meio do céu" ou "colunas do céu".

 

De facto, os grandes e maciços pilares de rocha arenito que servem de base para estas construções religiosas dão mesmo a impressão que estão mais perto do céu. E estão. O complexo de Metéora é formado, hoje em dia, por seis mosteiros. O maior pico em que se localiza um mosteiro tem 549 metros. O menor, 305 metros.

A data de fundação de Metéora é desconhecida mas estima-se que partir do século XI as cavernas da região começaram a ser procuradas por eremitas. No início do século XII, formou-se um estado monástico rudimentar à volta da Igreja de Theotókos (mãe de Deus), que ainda hoje existe. Os monges eremitas acabaram por encontrar ali o refúgio ideal à ocupação otomana. Foram construídos mais de 20 mosteiros. O acesso era feito através de gruas e só em 1920 foram construídas escadas para aceder aos mosteiros.

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Hoje, os seis mosteiros restantes - Megálos Metéoros (Mosteiro da Transfiguração), Varlaam, Ágios Stéphanos (Santo Estêvão), Ágia Tríada (Santíssima Trindade), São Nicolau Anapausas e Roussanou - são acessíveis por estradas e trilhos, alguns de mais fácil acesso do que outros. Ainda assim, o público em geral pode visitar os mosteiros.

Metéora fica na Tessália, no centro da Grécia, a cerca de 350 quilómetros de Atenas. Para chegar lá, pode optar por alugar um carro, ir de comboio ou de autocarro. Salónica e Kalampaka são as cidades mais próximas dos mosteiros. Um ou dois dias serão suficientes para conhecer este complexo, que é Património da Unesco desde 1988.

Veja as imagens impressionantes na galeria de fotos acima.