Dakar pode ser um excelente destino de praia, mas nada como começar a sua viagem pelo centro da cidade. Os mercados estão entre os principais pontos turísticos. Kermel e Sandaga são dois a ter em conta na hora de dar largas à paixão pelas compras e regatear o preço de souvenirs. Prefira artigos pequenos, para evitar problemas com a bagagem no regresso. Peças em madeira, estátuas, bolsas em pano e couro e roupa (sobretudo em Sandaga) são algumas das sugestões.

dakar: muito para lá do rali

Depois de conseguir as melhores pechinchas da sua vida, dê um salto até à Village des Arts, um complexo de arte contemporânea inaugurado em 1998. Encontrará aqui mais de meia centena de ateliers de cerâmica, fotografia, vídeo, pintura, escultura e outras vertentes artísticas. À sua espera está ainda uma galeria de 300 m2, bem como restaurantes e bares.

E por falar em restaurantes, que tal experimentar a gastronomia local? Comece pelo pequeno-almoço, no qual não pode faltar o lakh, uma espécie de iogurte com sorgo a que se junta amendoim ou outros ingredientes. Esta é uma especialidade que os senegaleses comem, tradicionalmente, no korité – o fim do Ramadão. Ao almoço, aventure-se num thiebou dienne (arroz com legumes e carne ou peixe) ou no poulet yass, que é como quem diz frango frito com molho de cebola, acompanhado de salada e batatas fritas.

Se pertence ao clube de fãs da street food, experimente os fataya ou beignets, ou seja, bolinhos fritos recheados que se assemelham aos rissóis ou meia baguete com atum ou feijão e o arachide. Para sobremesa, nem pense em resistir ao arachide, o famoso amendoim torrado ou doce.

dakar: muito para lá do rali
créditos: Pearl1903/CC BY 3.0

Após uma refeição bem apimentada, nada como queimar as calorias subindo o Monumento da Renascença Africana, que com os seus cerca de 50 metros é a maior estátua de África. Aproveite ainda para visitar o Museu IFAN de Cultura da África Ocidental, um espaço que valoriza a herança cultural não apenas do Senegal, mas de todo o continente africano.

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Agora que já conhece o centro de Dakar, está na hora de apanhar o barco até Ilha Gorée. Descoberta pelo português Dinis Dias em 1444, foi entre os séculos XV e XIX um dos maiores centros de comércio de escravos do continente, tendo sido também administrado por holandeses, ingleses e franceses. Gorée foi classificada em 1978 como Património da Humanidade e vale a pena visitar por aquilo que foi e continua a simbolizar.

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Dakar oferece ainda alguns pequenos paraísos para os praticantes de surf. A ilha de N’Gor é um deles. Mas se está a pensar em hotéis de cinco estrelas ou sequer algo parecido, tire daí o sentido. A eletricidade é gerada por energia eólica, mas a água quente ainda não chegou aqui. A compensar, N’Gor tem ótima comida, ondas de classe mundial e um campo de surf bem acolhedor.

Se ficou rendido a Dakar, aproveite os voos da TAP e reserva já a sua viagem até esta cidade africana.

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