Durante a pandemia, "milhares de empregos foram perdidos e as condições de trabalho se deterioraram", disse Sharon Graham, secretária-geral do sindicato Unite.

O setor aéreo foi um dos mais afetados pela COVID-19, que paralisou grande parte do tráfego com confinamentos e restrições às viagens, o que levou companhias aéreas e aeroportos a demitir milhares de funcionários.

Agora, as empresas estão "mal preparadas" para a retoma da procura, criticou o vice-primeiro-ministro britânico Dominic Raab, no canal Sky News, numa altura em que as viagens em massa estão a ser retomadas às vésperas de uma temporada de verão sem restrições de saúde.

"Não acho que as companhias aéreas tenham feito o trabalho de recrutamento que deveriam", insistiu, recordando que o setor recebeu "8 bilhões de libras de ajuda durante a pandemia" e que o governo flexibilizou as regras "para facilitar o recrutamento".

O problema deverá prolongar-se "até à época de verão", não só no Reino Unido mas também no resto do continente europeu, alerta uma nota da organização Airlines for Europe.

"As empresas estão paradas há quase dois anos" e "o setor teve apenas algumas semanas para recuperar e preparar-se para um dos verões mais movimentados que vimos em muitos anos", argumentou a Airlines UK.

Apesar disso, "a grande maioria das dezenas de milhares de voos programados toda a semana do Reino Unido voará como estava previsto", afirmou em um comunicado.

O aeroporto de Manchester, no norte da Inglaterra, atrai críticas porque há semanas viajantes desesperados relatam esperar horas para passar pela segurança ou para recolher a bagagem, fazendo com que alguns perdessem os voos.

As críticas também estão a aumentar sobre os "cancelamentos em massa", também resultado de uma "grave escassez de mão de obra", de acordo com Susannah Streeter, analista da Hargreaves Lansdown.

Em Manchester, mas também nos aeroportos de Heathrow e Gatwick, em Londres, bem como em Bristol e Edimburgo, os cancelamentos chegaram às centenas, pelo operador turístico Tui e empresas como a British Airways e a Easyjet.

Esta última também foi afetada na semana passada por problemas informáticos que causaram o cancelamento de mais cerca de 200 voos.

Durante a pandemia, o "nosso dinheiro foi dado a empresas a troco de nada" e "em vez de trazer estabilidade, trouxeram-nos o caos", denunciou Graham.

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