Stonehenge é um dos grandes mistérios arqueológicos da Grã-Bretanha, porque ninguém sabe ao certo o que levou os britânicos pré-históricos a gastar tanto tempo e esforço na sua construção. A primeira fase da construção começou por volta de 3000 aC.

De acordo com o English Heritage, que cuida do local e contribuiu para o estudo, os investigadores descobriram que a origem mais provável da maioria das pedras gigantes de Stonehenge – conhecidas como sarsens - é West Woods, uma área florestal a 24 quilómetros de Stonehenge.

Análises feitas às pedras e aos núcleos mostraram que a maioria partilhava uma química semelhante e vinha da mesma área. A melhor combinação para essa química é West Woods, uma área florestal popular pelos seus trilhos de bicicleta e caminhada, localizadas a cerca de 25 quilómetros a norte do local do círculo de pedras. No entanto, existem duas pedras que parecem ter vindo de diferentes áreas.

"Deve ter sido um esforço enorme naquele momento. Stonehenge é a junção de materiais trazidos de vários lugares. Penso que estamos a olhar para aquilo que seria uma sociedade muito organizada", afirmou à agência France-Presse, David Nash, autor do estudo e professor de geografia física na Universidade de Brighton.

"Ser capaz de identificar a área onde os construtores de Stonehenge iam recolher os seus materiais por volta de 2500 aC é uma verdadeira emoção", diz Susan Greane, historiadora da English Heritage, citada pela Lonely Planet. "Agora podemos começar a entender a rota que podem ter percorrido e adicionar outra peça ao quebra-cabeças. Agora, podemos dizer que, ao escolher os sarsens, o objetivo principal era o tamanho - queriam as maiores e mais substanciais pedras que pudessem encontrar e fazia sentido recolhê-las o mais próximo possível. Mais uma vez, essas evidências destacam o quão cuidadosamente considerada e deliberada foi a construção dessa fase de Stonehenge ".

Até à data, os cientistas suspeitavam que as grandes pedras da estrutura de Stonehenge pudessem ter origem em Marlborough Downs, um conjunto de colinas a norte do monumento. No entanto, essa localização era “impossível de identificar até então”, de acordo com a declaração publicada no site da English Heritage.

A recente descoberta foi possível após um pedaço de pedra ter sido devolvido ao monumento após 60 anos.

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