A Unesco está a ponderar classificar a ilha de Okinoshima, no Japão, como Património Mundial da Humanidade em 2017. Uma decisão que será conhecida em julho deste ano, em Cracóvia, na Polónia.

Nesta ilha, de 800 mil metros quadrados, estão localizados três pequenos santuários sagrados Shinto, uma prática espiritual tradicional no Japão. O Xintoísmo incorpora práticas espirituais derivadas de diversas tradições japonesas, e caracteriza-se pelo culto à natureza e aos seus ancestrais, com forte ênfase na purificação espiritual.

Manda a tradição que as mulheres não podem visitar este local, o que não deixa de ser curioso visto que antigos deuses xintoístas colocaram na ilha três imperatrizes com o objetivo de proteger e cuidar da nação.

No caso dos homens, estes têm de ser sujeitos a um ritual antes de entrarem na ilha que passa por ficarem totalmente despidos e, em seguida, tomarem um banho de limpeza espiritual. À saída não podem levar nada com eles e nem sequer falarem sobre o que se lá passou com os de fora.

A viagem só pode ser realizada uma vez por ano, a 27 de maio, e recebe cerca de 200 homens escolhidos previamente. Fora desta data, apenas sacerdotes podem lá entrar.

A inclusão da ilha como Património Mundial da Humanidade traz algumas preocupações aos locais. De acordo com o jornal The Japan Times, "o reconhecimento da UNESCO aumentaria a consciência global do significado histórico das áreas, ameaçando a sua existência como santuários isolados".

Cerca de 80 mil artefactos existentes na ilha são considerados tesouros nacionais pelo governo japonês.

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