A primeira é a leitura de um clássico da literatura de viagens: “A Peregrinação”, de Fernão Mendes Pinto. Este extraordinário relato do périplo do autor pela Ásia do século XVI acompanha as suas aventuras e desventuras ao longo de 21 anos, em que foi “13 vezes cativo e 17 vendido”.

Crónica de viagens e diário, se a veracidade histórica de alguns episódios narrados tem sido contestada, o seu valor crítico e literário é inegável. “A Peregrinação” oferece uma perspetiva complexa sobre a senda dos portugueses no Oriente, menos heróica que picaresca, humana, sensível e surpreendente no seu poder expressivo.

É uma leitura enriquecedora para toda a família, quer como convite a revisitar um dos períodos mais emblemáticos da História de Portugal, quer como história de aventuras, onde não faltam paisagens e animais exóticos, povos, usos e costumes das terras longínquas da Índia, Birmânia, China e Japão, batalhas, naufrágios e piratas.

Para ver aqui e ler a cópia pública da Biblioteca Nacional.

“A Peregrinação”, de Fernão Mendes Pinto
créditos: Museu do Oriente

A partir desta leitura, o Museu do Oriente lança um desafio criativo dirigido a todas as idades para que, em torno de uma passagem algo fantástica d’ “A Peregrinação” recriem, em desenho, o misterioso caquesseitão, com base na sua descrição:

“Vimos aqui também uma muito nova maneira e estranha feição de bichos, a que os naturais da terra chamam de ‘caquesseitão’, do tamanho de uma grande pata, muito pretos, conchados pelas costas, com uma ordem de espinhos pelo fio do lombo do comprimento de uma pena de escrever, e com asas da feição das do morcego, com o pescoço de cobra e uma unha de modo de esporão de galo, na testa, com o rabo muito comprido, pintado de verde e preto, como são os lagartos desta terra. Estes bichos de voo, a modo de salto, caçam os bugios [macacos] e bichos, por cima das árvores dos quais se mantém.”

Poemas ligados à Natureza para partilhar entre amigos

Antecipando o regresso aos passeios ao ar livre, o Museu do Oriente propõe ainda a partilha, entre amigos e conhecidos, de poemas haiku, intimamente ligados à observação e celebração da Natureza.

Esta forma poética de origem japonesa está para além da literatura, convidando à introspecção e meditação. Regida por regras rigorosas, o haiku convida à observação sensível da Natureza para, a partir daí, estabelecer paralelos com as emoções do sujeito.

A formadora de haiku do Museu do Oriente, Leonilda Alfarrobinha, convida à descoberta desta poesia num conjunto de poemas de grandes mestres traduzidos por ela, e à qual associou algumas imagens inspiradoras. Uma ideia para partilhar o mundo que nos rodeia, entre amigos e conhecidos, por email ou nas redes sociais, enquanto não o podemos vivenciar em pleno.

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